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Terça-feira, 05 de Agosto de 2008, 22h:53
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Setor madeireiro retrai e alerta gestão
O setor madeireiro registrou o pior índice. Apresentou uma variação de menos 29,3%. O levantamento já era esperado pelas autoridades de Mato Grosso por conta das várias ações, inclusive, de ordem policial para conter o desmatamento na região amazônica e que fechou diversas madeireiras. Primeiro-secretário da Assembléia Legislativa, deputado José Riva lamentou as perdas para o setor. O Estado nunca perdeu tanto como está perdendo atualmente, criticou. Segundo ele, o fato se deve também a deficiência e a morosidade da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A atuação do órgão, na liberação das autorizações, tem obrigado muitas madeireiras fecharem as portas, além de gerar o desemprego no Nortão. O atraso na liberação da madeira não significa contribuir com o meio ambiente, ressaltou Riva. O setor dos combustíveis também registrou um crescimento pequeno de cerca de 4,8%. Por outro lado, conforme a Sefaz, um dos fatores que contribuíram para crescimento da arrecadação é a retomada do setor agropecuário que, em conseqüência, aumentou o emprego, a renda e o consumo. E também, devido ao grande volume de investimentos produtivos de grupos empresariais e a expansão expressiva dos setores do comércio varejista, atacado e serviços. A razão do crescimento, de acordo com a Sefaz, foi a intensificação das ações do fisco estadual no combate à evasão fiscal em todos os segmentos da atividade econômica, além do aumento da fiscalização física em postos fiscais e trânsito de mercadorias. Dados do órgão revelam que os setores que mais arrecadaram foram: da soja, 95,4%; de veículos, 42,5%; de atacado, 32,9%; de varejo, 30,7%; de algodão, 26,8%; e de bebidas, 16,9%.