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Segunda-feira, 02 de Maio de 2011, 21h:27

INFIDELIDADE PARTIDÍARA

Serys pode ser suspensa por 4 meses

Segundo parlamentar do PT, contrário à punição da ex-senadora, os comentários dão conta da suspensão temporária

HUMBERTO FREDERICO
Da Reportagem
A ex-senadora Serys Slhessarenko deverá ser punida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com uma suspensão de quatro meses, por suposta infidelidade partidária. Durante este período, ela não poderá votar em eleições internas dentro da sigla e nem representar o PT em eventos oficiais. Segundo o deputado estadual Ademir Brunetto (PT), Serys será a única processada a ter suspendido os seus direitos políticos dentro do partido. Os demais representados, vereador cuiabano Lúdio Cabral, a ex-deputada estadual e secretária-adjunta de Direitos Humanos do Estado, Vera Araújo, e a candidata derrotada a deputada estadual, Heroísa Mello, serão apenas advertidos. “Essas informações são extraoficiais, foi o que me informaram. Segundo alguns membros da Comissão de Ética, deverá haver uma advertência a todos os acusados, com exceção da Serys, que poderá sofrer uma suspensão de até quatro meses”, declarou o parlamentar. Brunetto também reafirmou que não gostou da atitude do diretório regional da sigla em ter aberto o processo de expulsão contra a ex-senadora. Para ele, tanto o grupo de Serys como o grupo do ex-deputado federal Carlos Abicalil erraram durante o pleito estadual. “Quero registrar o meu desacordo com a representação e decisão do partido. Esta atitude não soma, apenas divide o partido. A Serys e o grupo dela podem até ter errado, mas não foram unilaterais, foram das duas partes. Pela história dela dentro do PT, ela não merecia nesse momento da carreira receber esta punição”, afirmou. Apesar da declaração de Brunetto, a Comissão de Ética do PT ainda prefere não se posicionar. No último dia 26 de abril se encerrou o prazo para a Comissão apresentar o seu parecer em relação ao processo ao diretório regional. O presidente da Comissão de Ética, Hamilton da Silva, pediu mais 10 dias para a entrega dos relatórios sob justificativa de que ocorreu um atraso devido ao grande número de filiados processados, e os feriados durante o período para ouvir a defesa dos militantes petistas. Desde a data em que os processos foram abertos, no dia 26 de fevereiro, os militantes petistas foram ouvidos e apresentaram testemunhas e documentos para tentar comprovar a inocência. A briga dentro do PT iniciou-se quando Abicalil anunciou que seria candidato ao Senado pela sigla. Serys, então senadora, entendia que a vaga seria naturalmente dela, por já ocupar o cargo anteriormente. Os dois trocaram rusgas através da imprensa e convocaram uma prévia dentro do partido para escolher o candidato. Na votação interna, ocorrida em março do ano passado, Abicalil saiu vitorioso. Durante a campanha, a briga entre os dois maiores líderes do PT refletiu em todo o Estado. Abicalil não conseguiu se eleger senador e Serys foi derrotada na candidatura a deputada federal. Para piorar, o único deputado federal eleito pelo PT, Ságuas Moraes, está com o mandato ameaçado, já que com a queda da “Lei da Ficha Limpa” o ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB), deverá conquistar o espaço do petista.

Edição EDIÇÃO 16962




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