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Quarta-feira, 08 de Junho de 2011, 22h:23

PREFEITURA

Sérgio só disputa com ampla aliança

Cotado como um dos nomes à prefeitura de Cuiabá em 2012, o deputado Sérgio Ricardo (PR) afirma que só será candidato se tiver um amplo e forte arco de aliança, com partidos como o PMDB e PP. Além disso, ele também critica a postura do senador Blairo Maggi (PR) em projetar candidatura de pessoas de outros partidos, referindo-se ao empresário Mauro Mendes (PSB). O deputado lembrou, durante entrevista ao programa de rádio Cidade Independente, que em 2010 o PR ostentava a maior bancada de deputados do Estado, sendo um dos partidos mais fortes, e tinha condições e nomes para lançar ao governo do Estado para suceder Blairo Maggi. No entanto, o partido apoiou o PMDB do governador Silval Barbosa. Para Sérgio Ricardo, o PMDB deveria ter agora esse “discernimento” para saber ceder nas eleições municipais. Outro ponto é a questão interna do partido. Para o deputado, Blairo Maggi teria que defender candidatura do PR “com unhas e dentes”. Recentemente, o senador disse que não vê obstáculos para volta de Mauro Mendes ao PR e o avalia com um bom nome para a prefeitura da capital. “Eu não falo em meu nome especificamente, mas em nome do partido. Não tem que ficar de posição atravessada, ficar pinçando pessoas de outros partidos. Não estou puxando brasa para a minha sardinha, até porque não sei se quero ser candidato, mas em respeito ao partido. Felizmente, a grande maioria dos membros defende meu nome”, declarou Sérgio Ricardo. A história de Mauro Mendes no PR é conturbada. Ele foi candidato à prefeitura de Cuiabá em 2008 pelo PR, com apoio de Blairo Maggi. Em 2009 migrou para o PSB para ser candidato de oposição ao governo, já que o PR apoiaria o PMDB. Foi tachado de “traidor” por muitos militantes e agora não confirma e nem descarta uma volta. Para Sérgio Ricardo, se Mauro Mendes voltar será oportunismo. “Não adianta oportunismo agora, vir para o PR só para ser candidato porque não consegue se viabilizar em outro partido. Isso é oportunismo”, disse o deputado, sem citar nomes. De forma genérica, ele disse que quem está no partido deve ser valorizado, enquanto quem chega deve ir para o fim da fila. O deputado ainda reclamou que sempre deu apoio a Blairo Maggi em qualquer situação, porém não houve reciprocidade. “Eu sempre estive ao lado de Blairo Maggi, mas ele nem sempre esteve comigo. Quando ele decidiu montar o PR, me convidou e eu o acompanhei. Na época eu era o presidente da Assembleia. Mas não estou cobrando nada, ninguém tem dívida com ninguém. Só acho estranha essa posição dúbia dele quando o partido tem nome”, disse o deputado. (ARF)

Edição EDIÇÃO 16964




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