Sérgio Ricardo se diz impedido de julgar contas da Defensoria
RENATA NEVES
Da Reportagem
Em sua primeira sessão como membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o conselheiro Sérgio Ricardo se considerou impedido de julgar as contas anuais do exercício de 2011 da Defensoria Pública de Mato Grosso. Embora não tenha apresentado justificativas para tal posicionamento, é provável que tenha pesado em sua decisão o fato de ser padrinho político de André Luiz Pietro, que respondia pelo comando da Defensoria durante o período em questão e atualmente se encontra afastado do cargo por decisão judicial. Prieto é acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público do Estado (MPE) por ter, entre outras ações, contratado serviços de um buffet de propriedade da esposa de Sérgio Ricardo no valor de R$ 70,9 mil para realização de jantar e baile de confraternização pelo Dia Nacional do Defensor Público, em maio do ano passado. A decisão do conselheiro foi aceita pelo Pleno do Tribunal de Contas e o processo das contas anuais da Defensoria Pública será redistribuído por sorteio para novo relator. Permanecem sobre a relatoria de Sérgio os processos antes distribuídos ao ex-conselheiro Alencar Soares. Entre eles estão contas de 24 municípios e órgãos da administração direta e indireta estadual, além de associações e fundações.