Senadores do Estado evitam opinar situação de Renam
SONIA FIORI
Da Reportagem
A bancada de Mato Grosso no Senado preferiu limitar os comentários sobre o episódio vivido pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) alvo do Conselho de Ética sob acusação, segundo denúncia da revista Veja, de ter contas pessoais pagas por um lobista da construtora Mendes Júnior, Cláduio Gontijo. A senadora Serys Slhessarenko (PT) disse que cabe ao Conselho de Ética a tarefa de investigar o caso e se pronunciar a respeito do fato. Usando a mesma linha, o senador Jonas Pinheiro (DEM) também limitou uma avalição direta. Ele afirmar que a situação é muito ruim. Já o senador Jayme Campos (DEM) afirmou que aguarda as investigações que estão sob a responsabilidade do Conselho de Ética do Senado. A senadora Serys Slhessarenko (PT), que fazia parte do Conselho de Ética, afirmou que é preciso examinar todas as informações para encontrar a verdade. Disse ainda que o escândalo, que desta vez paira sobre o presidente do Senado, contribui ainda mais para a imagem desgastada da classe política no país. Tudo e qualquer coisa que atinge o parlamento é péssimo, enfatizou. Jonas lembrou que a Polícia Federal está fazendo a perícia dos documentos arrolados no caso e que torce para o esclarecimento das informações. Pinheiro criticou ainda o travamento das ações no Congresso em decorrência do caso. O Congresso tá parado e é preciso deixar tudo esclarecido para que retorne o andamento do Parlamento, observou. De acordo Jayme, os senadores têm a capacidade de avaliar o cenário que envolve o senador Renan Calheiros. O Conselho de Ética tem capacidade suficiente para avaliar essas acusações sobre o senador Renan. Tem surgido novos fatos mas imagino que tomarão o caminho correto. Estou torcendo para que tudo fique esclarecido, disse.