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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007, 20h:30

Senadora descarta disputar direção do PT

Alegando estar com excesso de compromissos, a senadora Serys Slhessarenko (PT) se afastará da direção do partido no Estado. Ela não colocará seu nome à disposição da legenda para disputar a reeleição da presidência do diretório regional do PT. Com o anúncio, membros do partido no Estado já pensam em disputar a direção da sigla. O deputado estadual Ademir Brunetto (PT) quer assumir o comando do PT em Mato Grosso. Serys, por sua vez, não cita nomes de possíveis sucessores e até agora não manifestou apoio a Brunetto. Segundo a senadora, a função de presidente do PT do Estado deve ser assumida por um líder que se dedique integralmente à missão de fortalecer a sigla. Serys disse que sua agenda de compromissos tem limitado seu tempo e que a reeleição à direção do PT não será nem mesmo avaliada. “A decisão já está tomada. Não tenho como continuar me dedicando ao partido. A minha função como senadora tem consumido meu tempo e tenho que cumprir com todos os compromissos assumidos”, explicou. Entre as tarefas diárias, a senadora tem atuado em áreas como a da Defesa da Mulher e ainda do Meio Ambiente. Segundo ela, são duas frentes que requerem atenção pela importância do assunto. “Apresentei uma proposta para transformar o ano de 2009 no Ano Internacional da Mulher nas Américas. É uma questão de extrema importância, porque a mulher ainda hoje passa pela descriminação e pela violência. Nosso papel é amenizar esse cenário desolador e melhorar a perspectiva da mulher”, disse. De acordo com Serys, o setor ambiental também requer atenção especial, principalmente porque o tema representa o desenvolvimento econômico de Mato Grosso. “A questão do biocombustível é especial para Mato Grosso, que deverá ser um dos maiores produtores. Por isso, precisamos ficar atentos às discussões para assegurar melhorias para o país e para o Estado, é claro”, enfatizou. A senadora também tem participado de missões ao exterior para discutir temas de interesse mundial. Contudo, lembrou que “todos os custos das viagens têm ficado a cargo das nações que originam o convite”. (SF)

Edição EDIÇÃO 16960




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