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Quarta-feira, 06 de Outubro de 2010, 20h:03

Sem trégua, Percival avisa que será oposição

Na primeira sessão da Assembleia Legislativa depois da eleição, o deputado estadual reeleito Percival Muniz (PPS) já avisou que será um parlamentar de oposição, cobrando e questionando cada medida do governo. “Já que não tivemos segundo turno para mostrar as coisas, teremos essa tribuna aqui”, disse Percival. Percival foi um dos principais articuladores da candidatura do empresário Mauro Mendes (PSB) ao governo do Estado, que quase chegou ao segundo turno contra o governador Silval Barbosa (PMDB). Nessa legislatura, Percival foi praticamente o único deputado que representou o papel de oposição, mesmo o PPS fazendo parte do arco de aliança que elegeu Blairo Maggi (PR), que este ano deixou o governo para Silval. Diante da notícia que o governo deu anteontem, dois dias depois da eleição, sobre corte de gastos de até R$ 100 milhões até o final do ano, o deputado já cutucou o Executivo afirmando “que esse corte não vai dar para tapar o rombo até de desvios até o final do ano. A Lei da Responsabilidade Fiscal está aí”, disse em tom de acusação. O governo anunciou anteontem corte de gastos com o objetivo de fechar o quadriênio respeitando os limites da Lei da Responsabilidade Fiscal. Percival acusou o governo de parar a máquina pública agora, depois da eleição, para tentar reverter os gastos feitos antes. Percival ainda fez um balanço da eleição, lembrando que Mauro Mendes teve mais votos que Silval em Cuiabá e Rondonópolis. O candidato ao Senado da coligação, Pedro Taques (PDT), também muito elogiado por Percival. Ele conseguiu mais de 700 mil votos e conquistou uma das duas vagas, junto com Blairo Maggi (PR). Conforme o deputado, com Taques no Senado, cada notícia vai repercutir muito mais. “Nós vamos mostrar como os recursos estão sendo utilizados por este governo e saber por que falta dinheiro para a investir na educação, na saúde e na segurança”, disse o deputado. Ele acusou a coligação governista, formada por PR, PMDB e PT, de financiar candidaturas pequenas apenas para prejudicá-lo em Rondonópolis. Ex-prefeito de Rondonópolis por dois mandatos, o deputado conquistou 19.850 na cidade, sendo o mais votado do município. Na classificação geral, ele ficou em décimo lugar, com 26.178 votos. A votação, porém, foi bem aquém do que ele fez na eleição passada. Em 2006, ele foi o quarto mais bem votado, com 41.719 votos. Ele disse ontem em tribuna que fez uma campanha simples que priorizou as candidaturas majoritárias da coligação. (ARF)

Edição EDIÇÃO 16967




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