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Terça-feira, 27 de Maio de 2008, 22h:30

PMDB e PSDB

Saída de Romani gera dúvida em aliança

A composição entre as duas siglas selada no dia 12 passado pode ficar comprometida com o pedido de demissão de Romani da Sanecap

SONIA FIORI
Da Reportagem
Depois de declarar apoio à reeleição do prefeito Wilson Santos (PSDB), o PMDB agora caminha em rota de colisão com os tucanos. O grau de insatisfação começou a ser medido na manhã de ontem com o pedido de demissão do empresário Aldo Romani da presidência da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), 12 dias após tomar posse por indicação da cúpula peemedebista no Estado. O clima de animosidade pode ser sentido desde o início desta semana quando um grupo do PMDB se reuniu com o PT, na segunda, e ontem dirigentes peemedebistas mantiveram contatos com representantes do PR na Capital. De acordo com a assessoria da prefeitura, Romani comunicou sua saída do staff municipal diretamente para o prefeito, em reunião ocorrida na manhã de ontem, por volta das 8h30, na Sanecap. No encontro o empresário teria explicado que sua decisão está ligada a impossibilidade de lidar com as ações da autarquia em consonância com os negócios empresariais. Ainda segundo a assessoria, o prefeito mantém o espaço a disposição de nova indicação do PMDB. Informações apontam que as articulações que visam aproximar o PMDB do PT estariam sob a coordenação do presidente estadual da sigla, Carlos Bezerra. O líder do PMDB, por sua vez, negou na tarde de ontem estar acompanhando os entendimentos do partido na Capital. “Eu já disse que fiz minha parte nesse processo e que agora cabe {a direção municipal decidir o rumo que o partido deve tomar. Fiquei sabendo do Aldo, ele me comunicou, mas não sei dos desdobramentos disso”, frisou Bezerra. O presidente do diretório municipal, Lutero Ponce, negou que a saída de Romani atenda a um pedido do partido, com o intuito de quebrar ao acordo feito com o projeto do PSDB. “Ainda não conversei com o Aldo. Primeiro vou sentar com ele para saber o que aconteceu e depois vamos discutir com o prefeito algumas questões. Mas por enquanto o PMDB permanece na mesma posição, ou seja, não deixamos de apoiar o projeto do prefeito. Só acho que precisamos conversar porque parceiro é parceiro”, enfatizou sem querer mencionar o porquê da insatisfação. Bezerra preferiu não comentar a posição do prefeito Wilson Santos de só definir o indicado para compor a vice-liderança de chapa no próximo mês – durante as convenções. “Fiquei sabendo que o Faiad não pretende mais colocar sue nome a disposição nesse processo. É uma pena, mas acho que o partido tem bons nomes”, limitou-se. O presidente do PT de Cuiabá, Vilson Aguiar, disse que o partido se organiza para discutir com o PMDB uma possível aliança para o pleito desse ano. Com a aproximação do PMDB, o PT reacende as expectativas e manter o projeto liderado por José Afonso Portocarrero. Nesse cenário, também deverá tomar corpo os debates liderados pelo PR, através do pré-candidato Mauro Mendes. O PR também busca entendimentos com o PMDB e o PT do município. Bezerra lembrou que o PMDB possui maior afinidade com os discursos do PT no município. O PMDB ainda é representado na prefeitura através do Cuiabáprev, sob o comando de Neusalina Maria de Jesus. Segundo a assessoria da prefeitura, o partido ocupa ainda outros postos na estrutura governamental.

Edição EDIÇÃO 16962




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