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Terça-feira, 28 de Abril de 2009, 21h:01

CONJUNTURA ESTADUAL II

Saída de Maggi fragiliza PR e Silval

Cientista aponta que declaração do governador pode ser estratégica para amenizar a oposição, que anda se fortalecendo

RAFAEL COSTA
Especial para o Diário
‘Balão de Ensaio’. Assim o cientista político João Edisom de Souza classifica a declaração do governador Blairo Maggi (PR) de que não será candidato a nenhum cargo eletivo em 2010 e pretende abandonar a política após a conclusão de oito anos de mandato à frente do Palácio Paiáguas. Na visão do estudioso da política, a gestão Maggi carrega a característica de optar pelo afastamento em momentos de crise, o que leva a entender que pode ser uma estratégia para fragilizar a articulação de grupos políticos que estão se movimentando com vistas às eleições do próximo ano. “Vale lembrar que o governador sofreu uma forte investida da oposição nos últimos meses e afirmando que pretende sair da cena política leva ao menos os adversários à reflexão”, ressalta. O cientista conta ainda que o Partido da República (PR) é o grande derrotado com a desistência de Maggi em disputar cargos eletivos e a única possibilidade de dar continuidade aos seus projetos no Palácio Paiáguas, que seria a chegada ao comando do poder do vice-governador Silval Barbosa (PMDB), também se fragiliza. “A desistência leva à necessidade de surgir uma nova força interiorana e deixa os líderes políticos da Capital em evidência. A única forma do PR dar continuidade ao seu projeto de poder seria apostar as fichas no deputado estadual Sérgio Ricardo, que tem base eleitoral na Baixada Cuiabana e não tem identificação com a cúpula republicana. Já o Silval Barbosa se enfraquece porque não teria tempo de administrar e mostrar seu potencial”, explica. João Edisom de Souza afirma ainda que a decisão de Maggi é inteligente se levado em consideração o atual momento político. O bloco de oposição que estaria em vias de formação pode ser rompido diante de novas pretensões políticas que poderão surgir. “Pode ser uma jogada estratégica porque abre a possibilidade de enfrentamento do prefeito Wilson Santos com o senador Jayme Campos, o que significa o fim da aliança PSDB-DEM em nível estadual”. O estudioso da política reforça a ideia de que seja uma estratégia de Maggi alegando que o chefe do Executivo pretende diminuir a carga de cobranças no ano que antecede a eleição. “A iniciativa diminui a pressão do PMDB, do grupo de José Riva e Jayme Campos e permite uma melhor governabilidade na reta final do mandato”. Novos – A possível candidatura do procurador da República Pedro Taques e do juiz federal Julier Sebastião da Silva é viável, no entanto não sofre alterações com a desistência do governador Blairo Maggi de disputar cargos eletivos e voltará a depender do apoio que eventualmente receberão.

Edição EDIÇÃO 16961




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