O deputado estadual Ságuas Moraes (PT), candidato a deputado federal na eleição deste ano, acredita que os recentes casos sobre suspeita de crime eleitoral não vão afetar seu desempenho na eleição. O petista foi detido na quarta-feira passada na delegacia de Arenápolis junto com outras 25 pessoas, inclusive o prefeito da cidade, Farid Tenório (DEM), para prestar esclarecimentos. A acusação era de que ele estava oferecendo almoço para eleitores. No dia anterior, na terça-feira, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na Secretaria de Educação do Estado, para investigar denúncia de que o órgão estaria sendo usado na campanha de Ságuas e de Carlos Abicalil, candidato ao senado. Ságuas comandou a Secretaria por mais de três anos, deixando o posto em março deste ano para poder ser candidato. No caso de Arenápolis, que foi configurado flagrante, foi aberto um inquérito para apurar o suposto crime. Para Ságuas, não foi configurado crime eleitoral porque a reunião era de trabalho. Segundo ele, só militantes e filiados estavam participando do encontro, realizado na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB). Não chegava a 30 pessoas ali e eram militantes, se fossem mais de 100 militantes, aí sim seria suspeito, defendeu-se.