Primeira Página
Segunda-feira, 16 de Maio de 2011, 22h:12
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INFIDELIDADE PARTIDÁRIA
Ságuas diz não querer expulsão de Serys
A Comissão de Ética do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu pela expulsão da ex-senadora Serys Slhessarenko
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Presidente estadual do PT, o deputado federal Ságuas Moraes afirmou que vai se posicionar contra a expulsão da ex-senadora Serys Slhessarenko do partido. A Comissão de Ética da legenda decidiu pela expulsão da senadora por infidelidade partidária, porém essa deliberação ainda será votada pela direção do partido. A ex-senadora Serys e outros militantes do PT respondem a processo dentro do partido acusados de infidelidade partidária nas eleições 2010. Conforme o relatório, Serys, que era candidata a deputada federal, fez campanha para candidatos de coligações adversárias ao PT e não manifestou apoio ao candidato ao Senado petista, Carlos Abicalil. Como os envolvidos ainda serão notificados, a previsão é de que os membros se reúnam no dia 28 deste mês para votar o relatório e decidir o futuro partidário dos acusados. Embora o relatório da Comissão de Ética do PT tenha sido pela expulsão, o diretório estadual do PT, formado por 47 membros, pode concordar com o relatório, ampliar ou diminuir a penalidade. Ságuas afirmou que vai ligar para integrantes do partido com direito a voto falando sobre seu posicionamento de não votar pela expulsão e pedir que os outros sigam essa orientação. Como a Serys já manifestou que não quer sair do partido, acho que a expulsão não é o melhor caminho, até porque ela pode recorrer na direção nacional do partido. Se queremos olhar para gente, fortalecer o partido, temos que buscar o diálogo e tentar a união, disse o presidente. A sugestão do deputado é que a punição seja uma suspensão. Para Ságuas, a Comissão de Ética fez um trabalho técnico, levando em consideração o estatuto partidário e por isso o relatório foi pela cassação. Tenho que destacar o trabalho da Comissão de Ética, que foi eficiente e técnico. Mas, na votação, devemos levar em consideração os aspectos políticos e se ela manifestou que quer ficar, devemos levar isso em consideração na hora de votar esse relatório, pontuou Ságuas. Na eleição 2010 a então senadora queria disputar a reeleição. Porém, o então deputado federal Carlos Abicalil foi escolhido pelo partido, numa prévia interna, como o candidato ao Senado. Conforme o relatório da Comissão de Ética, Serys cometeu diversos atos que caracterizam a infidelidade e desobediência ao estatuto do PT. A ex-senadora fez diversas declarações na imprensa contra o candidato a senador do PT, Carlos Abicalil, e ainda declarou apoio a candidato concorrente. Apesar de não explicitado no relatório, Serys manifestou apoio ao senador Pedro Taques. No santinho da então senadora, panfleto com propaganda e número para votação, como opção de candidato ao senador, Serys colocou apenas o número do candidato Blairo Maggi, que era da coligação, e na segunda opção de voto ao Senado, deixou em branco, não citando o candidato petista. Também respondem a processo por infidelidade o vereador cuiabano Lúdio Cabral, a ex-deputada estadual Vera Araújo e candidata da deputada estadual Heroísa Mello.