O presidente do diretório regional do PR, Moisés Sachetti, reagiu na tarde de ontem às críticas tecidas pelo senador Jayme Campos à cúpula republicana de Mato Grosso. Segundo ele, o senador foi injusto e incoerente ao declarar que o PR não dá espaço ao diálogo com o partido. O secretário-chefe da Casa Civil do Estado, Eumar Novacki, também comentou o assunto. De acordo com Moisés, o Democratas recebeu durante os dois mandatos do governador Blairo Maggi tratamento igual aos demais aliados. Acho que o DEM tem espaço no governo tanto nas indicações do saudoso senador Jonas Pinheiro como nas indicações do senador Jayme Campos, lembra. O secretário-chefe da Casa Civil destacou que o Democratas tem sido tratado, sem distinções, como partido da base aliada e que a bancada da legenda tem contribuído de forma positiva com os trabalhos na Assembleia Legislativa. As críticas feitas pelo senador Jayme Campos auxiliam o governo a melhorar as ações. E o governador jamais será ingrato com o DEM, que foi e tem sido um importante parceiro na governabilidade do Estado, defende Novacki. Ele também destacou que respeita a posição de Jayme ao descartar aliança com o PR nas eleições de 2010. Respeitamos a posição do senador. Isso faz parte do processo democrático. Independente da posição do partido, respeitamos a decisão, acrescentou o secretário. Moisés Sachetti, por sua vez, reconheceu que o PR perde com a decisão do DEM. É uma perda, porque o Democratas é uma agremiação forte. No entanto, também fez questão de ressaltar que o Partido da República teria, por várias vezes, buscado entendimento com o DEM. Ao insistir na afirmação, segundo ele, a sigla Democrata não teria respondido aos constantes convites para realização de encontros entre as duas legendas.