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Terça-feira, 14 de Outubro de 2014, 21h:08
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DIVERGÊNCIA
Rui Prado contraria PSD e apoia Aécio
O candidato derrotado nas eleições deste ano para o Senado Federal critica as obras atrasadas do governo federal no estado de Mato Grosso
THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
Um dia após o PSD de Mato Grosso anunciar oficialmente apoio à candidatura de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o presidente da Famato, Rui Prado (PSD), que foi candidato ao Senado pela legenda, anunciou oficialmente apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB). Segundo Rui, apesar da petista ter feito algumas obras ligadas à infraestrutura no Estado como a duplicação e concessão da BR-163/364 e a chegada da ferrovia até Rondonópolis, muita coisa ainda está atrasada no Estado. Rui destaca, por exemplo, que nestes quatro anos de Dilma à frente do Planalto ela não conseguiu destravar a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), prometida pelo governo federal para ter as obras iniciadas ainda em 2011. Segundo Rui, a presidente também fez compromisso em trazer a Ferronorte até Cuiabá. Entretanto, os trilhos chegaram somente até Rondonópolis. Para ele, as conquistas para o agronegócio acontecem em uma escala muito pequena. Com isso, o Estado atrapalha mais do que ajuda o agronegócio. A posição de Rui já foi informada desde o primeiro turno à direção nacional da legenda. Além dele, outra liderança do agronegócio que apoia a eleição de Aécio é o vice-governador eleito, Carlos Fávaro (PP). JOSÉ RIVA Enquanto isso, o deputado José Riva, que é secretário-geral do PSD no Estado, confirmou que a legenda vai apoiar a candidatura de reeleição da presidente Dilma neste segundo turno da corrida eleitoral. Destaca que a sigla partidária segue a orientação da executiva nacional, presidida pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que desde o primeiro turno está engajado na campanha à reeleição da presidente da República. Apoiamos a reeleição da Dilma. Nosso partido em nível nacional está com a candidata do PT e o nós, em Mato Grosso, respeitamos a orientação partidária, diz. No primeiro turno das eleições, Riva concorreu ao comando do Palácio Paiaguás, mas depois de ter o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi substituído por sua esposa, Janete Riva, que obteve a terceira colocação no pleito. À época, Riva liberou a sua base eleitoral para escolher o candidato a presidente, pois o PSD nacional apoiava a reeleição de Dilma Rousseff, enquanto partidos que faziam parte da coligação Viva Mato Grosso, como Solidariedade (SD), PEN, PTN e PTC, estavam ao lado do candidato da oposição, Aécio Neves (PSDB). Naquele momento, em respeito aos nossos aliados, preferimos liberar a nossa militância para definir o candidato a presidente. Agora, como a eleição para o governo do Estado já terminou, estaremos apoiando a reeleição da Dilma, finaliza.