Primeira Página
Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, 23h:16
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DEBANDADA PARTIDÁRIA
Riva admite trocar o PP pelo novo PSD
Dezenas de lideranças, entre vereadores, deputados e prefeitos, devem seguir com o presidente da Assembleia à nova sigla
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O deputado estadual José Riva (PP) e outras lideranças do Estado podem mudar para o Partido Social Democrático (PSD), o partido recém-criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Ontem, Riva esteve em São Paulo para começar a discutir, oficialmente, a mudança de legenda. O deputado federal Júlio Campos (DEM) já admitiu a possibilidade de migrar para a nova sigla. Além de Riva, também participaram do encontro os membros do PP: deputado federal licenciado e secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Eliene Lima, e o vice-governador Chico Daltro. O ex-presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (Ucmmat), vereador por Salto do Céu, Aluízio Lima (PR), também participou da conversa. O encontro aconteceu na prefeitura da cidade, às 19h. Há semanas essa possibilidade de Riva ir para o PSD vem sendo discutida nos bastidores da política. Ontem, por telefone, Riva informou que ainda não há nenhuma decisão tomada, mas que seria apenas a primeira conversa. Segundo o deputado, a filiação ao PSD é uma oportunidade de juntar os companheiros que hoje estão em outras legendas sem correrem o risco de punição por infidelidade partidária. Presidente da Assembleia Legislativa, Riva está em seu quinto mandato e é considerado uma das principais forças políticas de Mato Grosso. A sua mudança de partido provocaria uma reviravolta no cenário político. Hoje, o PP é um dos maiores partidos do Estado em termos de cargos eletivos. Na Assembleia Legislativa o PP tem a segunda maior bancada, com cinco deputados. A legenda também garantiu duas das oito cadeiras de deputado federal, com Eliene Lima e Pedro Henry. Além disso, este ano, o partido está representado na vice-governadoria do Estado. Riva afirma que pretende saber nesta reunião como está sendo montado o PSD em Mato Grosso e que esta talvez seja uma oportunidade de juntar políticos hoje separados e barrados pela regra da fidelidade partidária, na qual é prevista a perda do mandato daqueles que mudarem de partido sem justificativa. Tenho prefeitos e vereadores em vários partidos, mas para o PP não posso trazê-los, pois perderiam o mandato, razão pela qual abro essa discussão, disse o deputado. No twitter, o deputado afirmou que, caso fique no PP, será de corpo e alma, pois tem um ótimo ambiente dentro da legenda e também só tem amigos, inclusive o deputado Pedro Henry, que o recebeu no PP. O secretário Eliene Lima também fez questão de ressaltar que a questão não está definida e que uma mudança será discutida em conjunto, pois se houver a migração será de várias lideranças e companheiros. Esta é a primeiro conversa, e na política é sempre preciso disposição para o diálogo, por isso não podemos dizer que está sacramentado isso, disse o secretário. Diante da insatisfação de Kassab com o DEM, o prefeito de São Paulo decidiu criar uma nova legenda sem embate ao governo, bem avaliado pela população, do PT. O discurso é que o partido não será de esquerda e nem direita, mas que terá uma relação independente com os outros partidos e o governo.