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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007, 20h:46

GESTORES PÚBLICOS

Reunião define contrapartida ao PAC

O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB,) confirmou para hoje pela manhã a audiência com o governador Blairo Maggi (PR) para definir o percentual que será disponibilizado pelo governo do Estado para ajudar a Capital na contrapartida para assegurar recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, para o setor de saneamento básico. Os valores têm que ficar definido antes da visita do presidente Lula (PT) em Cuiabá, prevista para o dia 31 próximo, quando assinará convênio com a prefeitura. O governador já sinalizou com participação de R$ 51 milhões. No entanto, Santos almeja uma quantia superior e jogará a última cartada para assegurar maior aporte de verba. O chefe do Executivo da Capital avalia que há um bom entendimento dele com os governos estadual e federal e as negociações estão bem adiantadas e caminham para um bom entendimento. O tucano preferiu não especificar a quantia que irá pleitear nesta manhã. Porém, nas conversas anteriores com Maggi o montante solicitado era de aproximadamente R$ 14 milhões a mais. Com essa projeção, a Capital poderá receber investimentos que ultrapassam a casa dos R$ 270 milhões. Santos ressaltou que “a universalização da rede de água e tratamento de esgoto na Capital custará R$ 421 milhões”. A contrapartida do governador é considerada fundamental para sedimentar uma quota generosa de recursos do PAC. O respaldo no governo do Estado foi a alternativa encontrada por Wilson para solucionar a pouca capacidade de endividamento da Capital, de no máximo R$ 20 milhões. A investida em saneamento via PAC exige contrapartida de 20% das prefeituras. Wilson Santos está otimista e lembrou que conseguiu reverter a celeuma com Blairo quando o assunto era a obra na Avenida das Torres. “Estou aprendendo a calar a boca e falar na hora certa. Antes a briga com o Executivo era sobre os R$ 10 milhões do Estado para a Avenida das Torres, valor que agora está em R$ 21 milhões cedidos pelo governo”, ponderou. Outro assunto que vai pautar a reunião de hoje é uma projeção para os próximos anos, quando os futuros gestores de Cuiabá herdarão a dívida dessas obras. A expectativa é de que ao final de três anos, ao menos 64% do esgoto da Capital esteja devidamente recolhido. Para receber os recursos do PAC, os municípios têm que entrar com a contrapartida de 20%. Nessa primeira etapa, Várzea Grande espera R$ 174 milhões; Rondonópolis, R$ 166 milhões; e Cuiabá, ainda em fase de negociação final, pode ser contemplada com R$ 220 milhões. Parte desses recursos é via Orçamento Geral da União (OGU), a fundo perdido. Entre os bairros priorizados nesse projeto, estão Jardim Vitória e Ribeirão do Lipa, onde o gestor considera mais crítica a situação. “Será o maior programa de saneamento básico já anunciado para a Capital. A cada R$ 1 investido nesse setor, se economiza R$ 4 em saúde pública”, disse o prefeito citando dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Edição EDIÇÃO 16968




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