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Segunda-feira, 26 de Março de 2012, 22h:58
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RONDONÓPOLIS
Republicanos ainda não definiram nome
RENATA NEVES
Da Reportagem
Quase quatro horas de reunião não foram suficientes para o PR definir quem será o candidato da sigla à prefeitura de Rondonópolis. Para auxiliar na decisão, o partido realizará uma pesquisa quantitativa a fim de avaliar a aceitação do eleitorado diante dos pré-candidatos que se apresentam. O resultado da consulta será somado ao da pesquisa qualitativa realizada com o eleitorado rondonopolitano na semana passada e o candidato republicano será aquele que apresentar melhores resultados. Enquanto isso, os pré-candidatos, deputados estaduais Sebastião Rezende e Ondanir Bortolini (o Nininho) e o presidente da Câmara de Vereadores do município, Ananias Filho, terão mais tempo para trabalhar seus nomes e conseguir apoio às suas candidaturas. A possibilidade de formar uma chapa pura também será avaliada, embora o presidente o diretório estadual, deputado federal Wellington Fagundes, afirme que o partido compreende a importância de formar alianças com outras legendas. A decisão não foi tomada ainda porque atualmente o PR é um dos partidos que compõem o Fórum Suprapartidário aberto no município. A complexidade política de Rondonópolis foi um dos argumentos apresentados pela Executiva do PR para adiar a decisão. Terceiro maior colégio eleitoral do Estado, o município cresce cada dia mais e possui grande força política. Tanto, que atualmente possui dois representantes no Congresso Nacional: o deputado federal Wellington Fagundes e o senador e ex-governador Blairo Maggi, ambos do PR. Segundo Fagundes, a população demonstrou na pesquisa que o fato do atual prefeito do município, Zé Carlos do Pátio (PMDB), estar isolado politicamente tem prejudicado o município e que o PR seria o partido com maiores condições de conquistar força política ao município, já que conta com o apoio do senador Blairo Maggi e do governador Silval Barbosa (PMDB), além de sete deputados estaduais. Embora pertença ao PMDB, como Silval, Pátio apoiou o candidato do PSDB ao governo, Wilson Santos, por isso sofre represálias do partido. Além disso, o peemedebista corre o risco de ter o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por supostas irregularidades na compra e distribuição de mais de 2,8 mil camisetas para a campanha eleitoral de 2008.