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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2014, 19h:58

SENADO

Renúncia ao Senado deverá ser protocolada até sexta

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O governador eleito Pedro Taques (PDT) renunciará ao seu mandato de senador da república ainda esta semana. O pedetista deve protocolar a carta de renuncia até sexta-feira (19). Em seu lugar assume o policial rodoviário federal José Medeiros (PPS), primeiro suplente do pedetista. Taques está se adiantando, uma vez que para assumir o comando do Palácio Paiaguás ele pode renunciar ao seu mandato no Senado Federal até 31 de dezembro. A medida se deve a intensificação do processo de transição. A diplomação do pedetista como governador do Estado foi marcada para a próxima sexta-feira (19) às 19 horas no Centro de Eventos do Pantanal. Já a cerimônia de posse ocorre apenas no dia 1º de janeiro do próximo ano. Taques foi eleito senador em 2010 com 708.440 votos, ficando atrás apenas do senador e Blairo Maggi (PR) que foi garantiu 1.073.039 votos. Com 57,25% dos votos válidos, o pedetista foi eleito governador de Mato Grosso no pleito deste ano. O senador, que liderou as pesquisas de intenção de voto durante toda a campanha, obteve 833.788 votos. A vitória de Taques é a maior da oposição em 20 anos. O novo chefe do Executivo Estadual teve 360 mil votos a mais que seu principal adversário, o ex-vereador Lúdio Cabral (PT). O candidato petista, que apostava na realização de um segundo turno, obteve 32,45% da preferência dos eleitores mato-grossenses, o que representa 472.507 votos. Com a renúncia de Taques, quem assume sua cadeira no Senado Federal é o policial rodoviário federal, José Medeiros (PPS). O socialista enfrentou uma verdadeira batalha judicial, que vem se arrastando desde 2010, para assumiu a cadeira deixada pelo pedetista. Isto porque, após as eleições de 2010, Pedro Taques constatou que houve uma fraude na ata de sua candidatura, na qual José Medeiros aparecia como o primeiro suplente. A vaga de segundo suplente ficou com o empresário Paulo Fiúza (SD) que deu início a uma intensa guerra na Justiça.

Edição EDIÇÃO 16967




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