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Quinta-feira, 05 de Junho de 2014, 20h:33
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CPI DA CAB
Relatório desconsidera retorno da Sanecap
THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
Os vereadores que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou possíveis irregularidades nos serviços prestados pela CAB Cuiabá já não consideram mais a possibilidade de o município reassumir os serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto na Capital. Durante os trabalhos da CPI, por vezes os parlamentares defenderam que a Sanecap voltasse a operar os serviços. O relatório final, no entanto, tem um outro tom. Nele, a Comissão cobra, principalmente, um maior controle nas ações executadas pela concessionária. O texto foi entregue nesta quinta-feira (5) à mesa diretora da Câmara de Cuiabá. O vereador Dilemário Alencar (PTB) pediu vistas e a apreciação em plenário ficou para a próxima terça-feira (10). O relatório cobra um cronograma das obras que a CAB ainda deve promover no município para cumprir o contrato. Conforme o presidente da CPI, vereador Renivaldo Nascimento (PDT), o objetivo é saber exatamente o que será feito a cada mês. Se não tiver um controle, vai acontecer como nas obras da Copa. Elas estão aí, mas ninguém sabe quando vão ser concluídas, diz. Conforme Renivaldo, o texto também traz observações sobre a Agência Municipal de Água e Esgotamento Sanitário (Amaes), responsável pela regulação dos serviços da CAB. Os vereadores querem saber da Agência que pontos do contrato foram concluídos até o momento. Ainda segundo o pedetista, o relatório revela que o serviço prestado pela CAB até agora não é de boa qualidade e que a empresa pode não cumprir, dentro do prazo, sua primeira meta: a universalização do acesso à água tratada na Capital. A previsão, segundo as regras da concessão, é de que 100% dos bairros tenham o serviço é abril de 2015. Já a coleta e o tratamento do esgoto devem ser universalizados dentro dos próximos sete anos. Os prazos, comparados aos serviços já efetuados, segundo Renivaldo, resultam em dados desanimadores. Conforme ele, a concessionária precisa construir uma média de um quilômetro de rede de esgoto por dia para dar conta da obrigação. Ressalta ainda que 380 quilômetros da tubulação de abastecimento de água ainda são de ferro e amianto e precisam ser trocados por PVC. Renivaldo destaca também que o desperdício é outro fator que precisa ser levado em consideração pela CAB. Ele afirma que dois terços da água tratada é desperdiçado antes de chegar à casa dos usuários. Os trabalhos da CPI foram iniciados em setembro do ano passado, depois de muito bate-boca entre os vereadores