Primeira Página
Quarta-feira, 06 de Junho de 2012, 22h:19
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PPS/CUIABÁ
Regional cria comissão provisória
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Para não ficar de fora das eleições municipais, o Partido Popular Socialista (PPS) nomeou ontem (6) uma comissão provisória para comandar a sigla nos próximos seis meses. Apenas o vice-presidente do diretório municipal, João Batista de Oliveira, permanece no cargo. Os demais foram todos remanejados, inclusive o presidente, Wagner Simplício, que, agora, se tornou apenas membro da comissão. Em seu lugar ficou a professora Renata Cabrera, que também é integrante do diretório nacional da legenda. Segundo o secretário-geral da Executiva estadual, Antônio Máximo, a medida não irá interferir nas articulações para o pleito de outubro deste ano. O processo eleitoral vai continuar normalmente, discutindo candidatura e arco de alianças. O que mudou foi apenas a direção que irá administrar todo esse processo. A comissão, de acordo com o estatuto da Municipal, pode ser prorrogável por mais seis meses toda vez que se expirar o prazo, no entanto Máximo afirma que no próximo ano a diretoria permanente deve ser criada novamente. A gente pode ficar prorrogando, mas não é bom. Acredito que no ano que vem uma nova diretoria seja escolhida. Para tanto, é necessário que haja uma eleição interna, ou seja, um congresso municipal extraordinário deve ser criado para que os correligionários possam eleger uma nova diretoria. O novo grupo é formado pelos mesmos cargos que já existiam na diretoria. Além da presidente e do vice, foram escolhidos Diogo Egidio Sachs como secretário-geral, e Valdeque Mattos como segundo-secretário. Já os cargos de primeiro e segundo tesoureiros ficaram sob a responsabilidade do coronel Denésio Pio da Silva e Jean Borges Fernandes, respectivamente. O diretório municipal do PPS foi dissolvido pela direção estadual na tarde da última terça-feira (5), devido a denúncias de envolvimento de filiados da sigla no desvio milionário de recursos da Conta Única do governo do Estado. Por conta disso, foi criada a comissão provisória. A decisão foi tomada de forma unânime pela Executiva estadual. Isso porque nenhuma providencia em relação aos filiados acusados de envolvimento no caso foi tomada por parte da direção municipal. Entre os socialistas envolvidos no esquema estão o ex-vice-presidente do PPS de Cuiabá, Gil Vicente Ferreira Gomes, e sua ex-esposa, Vânia Terezinha Coelho. Segundo relatório elaborado pela Auditoria Geral do Estado (AGE), as contas bancárias do casal tiveram R$ 344,7 mil movimentados. Vânia é ex-cunhada do ex-servidor terceirizado da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), que confessou a participação na fraude, Edson Ferreira Gomes. Além deles, Elizabeth Alves da Guia, esposa do antigo secretário-geral da legenda, Luciano Barros Rocha, também está entre os investigados pela operação Vespeiro, deflagrada há pouco mais de um mês.