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Sexta-feira, 09 de Abril de 2010, 21h:33

Recursos desviados seriam usados em campanhas

O procurador, Mário Lúcio Avelar, responsável pelo caso Hygeia no Ministério Público Federal afirmou que o dinheiro desviado da Saúde e do Ministério das Cidades, provavelmente seria utilizado para Caixa 2 de campanhas eleitorais. “Esse dinheiro desviado seria para fazer caixa 2 de partidos ou enriquecimento de patrimônio pessoal. Isso se comprova pelas pessoas ligadas a partidos políticos presas e a disputa entre partidos indica isso”, disse o procurador a entrevista à TV Centro América, afiliada da Globo. Na quarta-feira a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha que atuava na Funasa, Instituições de Interesse Público – Oscips e prefeituras, desviando dinheiro destinado a Saúde e obras de infraestrutura. No inquérito da Polícia Federal, indícios de que dois – PMDB e PT - partidos políticos brigavam pela nomeação de cargos estratégicos dentro da Funasa. Para Mário Lúcio, o órgão foi aparelhado por partidos políticos para “promoção em larga escala de desvio de dinheiro público”. O então coordenador da Funasa, Marco Antônio Stangherlin era indicado pelo PMDB. “Todos esses órgão que tem volume expressivo se tornam alvos de disputa política, são aparelhos e fonte de financiamento, muitas vezes, de campanha política”, disse o procurador. O modus operandi de um dos núcleos do esquema do acusados na operação Hygeia é parecido com a metodologia do esquema conhecido como “máfia das sanguessugas”. No escândalo de 2007, ambulância e materiais hospitalares eram comprados por meio de contratos e licitações superfaturadas, tendo inclusive, direcionamento para determinadas empresas, tal como acontece no esquema de agora. O procurador também classifica as Oscips como “porta de entrada para a corrupção”. Elas atuavam na execução de serviço da Saúde e não prestavam serviço, ou quando prestavam era pela de qualidade ou quantidade menor do que o estipulado. (ARF)

Edição EDIÇÃO 16962




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