O presidente do PTB, Chico Galindo, admitiu ontem sua predisposição de abrir mão da disputa pela ocupação da vice no projeto de reeleição do prefeito Wilson Santos (PSDB). Com a posição do dirigente partidário, ganha força o projeto tucano que pretende alicerçar o nome da deputada licenciada Thelma de Oliveira no espaço, consolidando assim chapa pura do PSDB na disputa majoritária. Eu sempre disse que não sou candidato de mim mesmo. O partido é que defendia essa possibilidade. Mas não terei problema algum em lidar com essa situação se for escolhido outro nome, como da deputada Thelma, disse. Galindo coordenou na noite de ontem convenção do diretório municipal do PTB, realizada no anfiteatro da Secretaria Municipal de Educação, na Capital. O ato político confirmou apoio ao projeto tucano e validou chapa de pré-vereadores com total de 25 nomes. No município o PTB caminhará na proporcional com o PPS sigla que referendará 13 candidatos a Câmara Municipal. Depois de receber a negativa do pré-candidato do PSB, Valtenir Pereira, sobre convite para compor com o PSDB, a cúpula tucana se apressa para chegar a um consenso a respeito da vice. O prefeito Wilson Santos sempre destacou que a escolha da vice em sua chapa seria debatida entre todos os partidos parceiros. No entanto, os nomes mais polarizados no processo continuam sendo o de Chico e de Thelma. O nome da parlamentar se firma com peso no PSDB, que já trabalha o nome de Santos para uma eventual disputa ao governo do Estado em 2010. De acordo com Galindo, nova rodada de debates sobre a escolha da vice está prevista para amanhã. Primeiro, vamos discutir com um grupo de representantes do projeto de reeleição do prefeito. Depois, vamos debater o assunto com todos os líderes das siglas coligadas. Mas acho que essa questão é tranqüila, porque há bom entendimento sobre isso, ponderou. Chico lembrou que o prefeito não participou da convenção devido a compromisso em Brasília, onde receberia o prêmio Prefeito amigo da criança. No entanto, o PSDB foi representado no ato político por líderes do partido no Estado, como Neri Geller.