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Segunda-feira, 06 de Janeiro de 2014, 20h:36
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ALIANÇAS
PTB insiste em Serys e espera até abril
Partido está inclinado a aceitar o convite do Movimento Mato Grosso Muito Mais, mas pondera porque grupo já tem nome à única vaga ao Senado
THAISA PIMPÃO
Da Reportagem
O PTB deve adiar a definição sobre a formação de alianças com vistas à eleição de outubro até meados de abril. Embora as lideranças da legenda considerem uma adesão ao Movimento Mato Grosso Muito Mais - composto pelo PDT, PPS, PV, PSB, PSDB e DEM - a pré-candidatura da ex-senadora Serys Slhessarenko ao Senado tem postergado uma decisão. O presidente estadual do PDT, deputado Zeca Viana, afirma que o MT Muito Mais, que apoia a candidata do senador Pedro Taques (PDT) ao governo do Estado, tem a pretensão de cooptar a sigla petebista para o projeto. A deputada estadual Luciane Bezerra, vice-presidente do diretório estadual do PSB, também já declarou admiração pelo ex-presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Luiz Antônio Pagot, que aderiu recentemente ao PTB. A socialista diz enxergar nele o potencial de uma grande liderança. Os elogios fortalecem a possibilidade de os petebistas entrarem no grupo. Pagot ressalta, todavia, que a prioridade do partido é eleger Serys a única vaga ao Senado, projeto que pode ser prejudicado, caso a agremiação aceite o convite do movimento. Acontece que o senador Jayme Campos (DEM) já assumiu a pré-candidatura à reeleição e, como o movimento mantém diálogo com o PR para a composição, o deputado federal Wellington Fagundes (PR), também pré-candidato ao Senado, viria no pacote. O resultado seriam três nomes na mesma coligação para apenas uma vaga. Se avaliarmos pela nossa linha de trabalho, minha e do Chico Galindo [presidente estadual do PTB], podemos dizer que estamos mais para o lado do MT Muito Mais, mas ainda não definimos nada, pois é muito cedo. Acho que esse movimento está no caminho certo, querem definir a situação para 2014, mas, para nós, é fundamental que a Serys seja candidata ao Senado, pondera Pagot. Enquanto não chegam a uma decisão, os petebistas vivem um momento de fortalecer a legenda no interior do Estado por meio da organização dos diretórios municipais e, por consequência, conseguir a adesão de novos filiados, segundo o ex-presidente do Dnit. Entre os nomes que o partido busca atrair está o do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Antônio Joaquim. Afastado da política partidária há 13 anos, desde que assumiu o cargo na Corte, ele é cotado como um possível candidato até mesmo em uma chapa majoritária. Pagot, no entanto, rechaça que o partido esteja caminhando a passos lentos enquanto blocos são formados no Estado. Não estamos acampados. É só uma questão de dar tempo para uma organização interna para começar a discussão sobre o processo eleitoral. As alianças, nós só vamos tratar a partir de abril, justifica. Ele ainda avalia que definições prematuras de coligações partidárias no cenário político não costumam se firmar. Isso porque, segundo ele, além da decisão regional, as siglas ficam à mercê da escolha das Executivas nacionais sobre horizontalizações ou não com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).