Alas do Partido dos Trabalhadores (PT) já encaram o médico Alencar Farina como forte nome à disputa pela prefeitura de Cuiabá no próximo ano. O diretório municipal aguarda resposta ao convite de ingresso no partido feito a Farina esta semana. Para o presidente do PT em Cuiabá, Jairo Rocha, são grandes as chances de que o médico assuma o posto de candidato oficial caso se converta ao partido. Membro do antigo Partido Liberal (PL), Farina ocupou o posto de vice-prefeito na chapa do candidato petista Alexandre Cesar nas eleições de 2004. Ele ainda disputou, sem sucesso, vaga de deputado federal por Mato Grosso nas eleições do ano passado. Agora no Partido da República (PR), fruto da fusão entre PL e Prona, a reaproximação de Farina com o PT evidencia possível racha com grupos ligados ao governador Blairo Maggi, presidente do PR no Estado. Oficialmente, ele integra a comissão provisória do PR na Capital. O médico teve uma passagem meteórica no staff estadual, na Secretaria-Adjunta de Saúde, mas semanas após o ingresso se deparou com a exoneração do cargo. A atuação como profissional e político arrebanha elogios dentro do PT. Ele é muito bem vindo e ganhou o respeito de todos aqui no PT. Ele é um companheiro muito querido. A militância adora ele, afirma Jairo Rocha, ao descrever Farina como lúcido, respeitoso e honesto, qualidades que o credenciam como aspirante a candidato na sigla. O dirigente nega que o convite de ingresso na sigla esteja atrelado categoricamente à candidatura a prefeito, mas admite que o médico disputará a vaga caso diga sim ao partido. A leitura se pauta na expectativa de que o PT parta para as prévias internas para definir o candidato real da sigla ao Palácio Alencar. Rocha é insistente em afirmar que a prioridade da agremiação é o lançamento de candidatura própria. Entre os possíveis adversários na disputa interna pelo título de candidato oficial estão os nomes do deputado Carlos Abicalil, a senadora Serys Slhessarenko, os vereadores Lúdio Cabral e Enelinda Scala. Outros dois virtuais são Vera Araújo e Gilney Viana, que hoje não ocupam cargos eletivos. O dirigente considera que abrir mão do posicionamento de confronto nas urnas ao projeto de reeleição do prefeito Wilson Santos (PSDB) seria um atestado de incoerência no partido. Somos o único partido que realmente marca oposição na Câmara Municipal. Não lançar candidatura seria uma incoerência.