Primeira Página
Quinta-feira, 22 de Julho de 2010, 21h:48
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ALTERNATIVA
Psol quer mostrar diferencial
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Ele é praticamente um desconhecido da população mato-grossense, mesmo assim o advogado Marcos Magno resolveu se candidatar a governador de Mato Grosso nesta eleição. Segundo ele, a candidatura do Psol é fruto da indignação com o momento político e com a classe política, que fazem do mandato um verdadeiro balcão de negócios em favor de seus interesses particulares, justifica o candidato. O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) entrou na disputa sozinho, sem coligação com nenhuma outra sigla. Magno terá que lutar contra a força econômica dos outros três concorrentes, o ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, o governador Blairo Maggi e o empresário Mauro Mendes. Enquanto Silval Barbosa estimou teto máximo de R$ 30 milhões para gasto em campanha, Mauro Mendes R$ 20 milhões, e Wilson Santos R$ 18 milhões, Marcos Magno prevê gastar apenas R$ 1 milhão. Para amenizar as diferenças econômicas, o Psol defende uma mudança no sistema eleitoral com o financiamento público das campanhas. A disputa nos moldes atuais não demonstra que vivemos em uma democracia. O povo sacrificado vê seus opressores esbanjando o dinheiro que amealharam com a corrupção, discursa Magno. Marcos Magno explica que fora do processo eleitoral o Psol não conseguiria pelo menos debater uma sociedade mais justa e solidária. É muito importante e urgente o acúmulo de forças políticas extraídas do seio da população, para construção de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna. Fora do processo eleitoral, pouco ou quase nada poderíamos fazer. Na TV, assim como no financeiro, Marcos Magno também leva desvantagem. Ele terá apenas um minuto e trinta e quatro segundos para fazer campanha no horário eleitoral gratuito. Silval terá o maior tempo de todos, sete minutos e quarenta e seis segundos. Wilson ficou com cinco minutos e sete segundos e Mendes, três minutos e trinta e um segundos. Para ter um diferencial dos outros candidatos, ele explica que fará uma inversão das prioridades que hoje são tomadas pelos governos. Segundo ele, o direito de alguns será substituído pelo direito de todos. Entre as principais bandeiras do partido estão a promoção de políticas públicas de inclusão social, voltadas para melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, geração de emprego de forma sustentável, distribuição de renda e atendimento prioritário a demandas de crianças, jovens e idosos.