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Primeira Página
Terça-feira, 19 de Junho de 2007, 21h:08

DISPUTA POLÍTICA

PSDB faz adiar de novo sabatina de Pagot

Senador Mário Couto (PSDB-PA) fez novos questionamentos sobre a indicação Pagot, motivando o adiamento da argüição marcada para hoje

SONIA FIORI
Da Reportagem
O posicionamento em plenário feito pelo senador Mário Couto (PSDB-PA) levou por terra a realização da sabatina do ex-secretário Estadual de Educação, Luiz Antônio Pagot (PR), marcada para às 11 horas de hoje na Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Em reunião no gabinete do senador Jonas Pinheiro (DEM), Pagot foi informado da alteração da data. Segundo Pagot, além de não ter uma nova data definida para a sabatina, a Comissão de Infra-Estrutura deverá nomear outro relator em substituição a Sérgio Guerra (PSDB-PE). Também participaram da reunião os senadores Jayme Campos (DEM) e Serys Slhessarenko (PT). De acordo com Pagot, as críticas dirigidas a ele por Mário Couto originaram a retirada da entrega do relatório de Guerra. “Fui informado que o senador Sérgio Guerra retirou o relatório e com o cenário atual a sabatina será desmarcada”, explicou. Pagot atribuiu as acusações de duplicidade de cargo, feitas pelo senador Mário Couto, a uma “ação orquestrada pelo PSDB”. “Não há dúvidas de que isso é uma ação para desmontar o processo para a minha nomeação no Dnit”, disse. O ex-secretário afirmou ainda não ter cometido nenhum ato ilícito ao cumprir duas funções: uma no Senado e outra na empresa Hermasa. “Apresentei todos os documentos que comprovam a legalidade do exercício de minhas funções. Declarei isso no imposto de renda e não infringi a lei já que trabalhava num órgão público e numa empresa privada”, justificou. O ex-secretário lembrou ainda que a legislação estabelece a proibição de ocupação de duas funções em órgãos públicos. Portanto, não teria ferido os preceitos da legislação. Afirmou ainda que no exercício dos cargos, durante o período de 1995 a 2002, cumpriu o papel de auxiliar trabalhos no Senado, através do senador Jonas Pinheiro (DEM). Segundo Pagot, as articulações do PSDB não visam atingir somente o Estado de Mato grosso, mas ainda o próprio governo Federal. “Isso é uma questão bem maior. Não sou eu o Pagot que estou sendo prejudicado. O contexto disso é bem maior e envolve questões políticas que também tem a intenção de prejudicar o governo”, avaliou. A indicação do ex-secretário Estadual de Educação para a direção do Dnit passa por questionamentos da bancada do PSDB no Senado há pelo menos dois meses. Numa iniciativa do ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), a bancada do PSDB apresentou requerimento na mesa diretora solicitando informações a respeito da indicação. O motivo da solicitação era na época o mesmo apresentado ontem, em plenário, pelo senador Mário Couto. O ex-secretário apresentou documentos que comprovam sua lisura no caso. Na tarde de ontem o mar de incertezas parecia ter terminado, com a confirmação da sabatina prevista para hoje. Na seqüência, Pagot foi informado da mudança dos procedimentos que agora geram novas expectativas sobre sua possível nomeação. O ex-secretário Estadual de Educação tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar o Dnit. O aval do governo federal é fruto do bom relacionamento do governador Blairo Maggi (PR) com o presidente Lula. Para garantir sua nomeação, Pagot também enfrentou uma maratona de reuniões em Brasília com políticos e autoridades ligadas ao Dnit. Pagot, que continua em Brasília nesta quarta-feira, disse que irá acompanhar o desenrolar dos fatos. Contudo, confia na confirmação de seu nome para assumir o Dnit. O ex-secretário aguarda a presença do governador Blairo Maggi (PR) em Brasília. O apoio de Maggi é tido como fundamental para consolidar o processo.

Edição EDIÇÃO 16967




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