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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014, 21h:52

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PSDB e DEM criam agenda conjunta

O PSDB e o DEM devem montar uma agenda de ações conjuntas com vistas às eleições de ano. A decisão foi tomada durante um almoço entre as principais lideranças de ambas as siglas. Isso não deve significar, no entanto, que os dois partidos avaliem abandonar o projeto do senador Pedro Taques (PDT), pré-candidato ao governo do Estado. Conforme o presidente do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, os partidos seguem unidos e têm a tendência de estar no palanque do pedetista. Tucanos e democratas devem, inclusive, participar da reunião suprapartidária que o senador planeja para encerrar sua viagem pela região do Araguaia, neste sábado (24). Leitão reconhece haverem divergências dentro do grupo. Pondera, todavia, que elas são pequenas e podem ser superadas com facilidade. Segundo ele, algumas declarações do presidente do PDT, deputado Zeca Viana, é que causaram descontentamento nas legendas. Para o presidente tucano, as notícias de que haveria um racha no grupo não passam de intrigas “plantadas” pelos adversários. “São apenas especulações. É alguém de fora que está atirando bombas”. O deputado também diz que não há “ganância” por parte do senador Jayme Campos (DEM) em ser candidato à reeleição. Sustenta que, no momento, o grupo tem buscado debater ideias e não nomes. “Sempre digo que o que nos une é o sentimento de trazer uma nova proposta de gestão para o Estado”, afirma. Entre os motivos para os supostos desentendimentos estaria a adesão do PR ao grupo. Caso a aliança se concretize, esta será a primeira eleição em que republicanos e tucanos estarão no mesmo palanque. Sobre isso, Leitão garante que tem uma boa relação com boa parte dos filiados ao PR. Tanto os tucanos quanto os democratas, no entanto, pedem que a sigla deixe os cargos que ocupa na gestão do governador Silval Barbosa (PMDB). “É preciso desembarcar do governo e entregar os inúmeros cargos que ocupam. Não tem como sentar em dois barcos”. Para o deputado, o PR precisa escolher de que lado está. Diz que o governo são as pessoas que fazem parte dele, portanto, seria incoerente os republicanos estarem na administração e fazerem críticas ao modelo de gestão de Silval. EFEITO PR - Dentro da cúpula pedetista o PR é visto como um aliado crucial para Taques. Primeiro porque teria ao seu lado o favorito para o pleito deste ano, o senador Blairo Maggi (PR). Nas eleições de 2010, ele conseguiu dois feitos históricos: foi o primeiro governador a conquistar uma vaga no Senado logo após deixa o comando do Paiaguás e conseguiu uma expressiva votação com mais de um milhão de votos. Caso consiga atrair o PR, Taques ainda teria o apoio de mais sete deputados estaduais, já que os republicanos são maioria na Assembeia Legislativa. Tudo isso, sem contar com o acréscimo no tempo de propaganda eleitoral no rádio e televisão. (TA)

Edição EDIÇÃO 16967




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