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Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010, 20h:35

CONFRONTO NA TV

Propostas ficam em 2º plano no debate

As críticas ficaram acima das questões propositivas. A campanha promete ser marcada por questionamentos entre adversários

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
A predominância de ataques pessoais e temas polêmicos envolvendo as administrações de Silval Barbosa (PMDB) e do ex-prefeito cuiabano Wilson Santos (PSDB) acabaram suprimindo a apresentação de propostas durante o primeiro debate televisivo entre os candidatos ao governo - realizado anteontem na sede da TV Cidade Verde, afiliada da Band. Sem exceção, Silval, Wilson, Mauro Mendes (PSB) e Marcos Magno (Psol) abordaram temas espinhosos para a administração, como saúde, segurança pública e educação, mas engavetaram as propostas para mudar o atual cenário dos setores. O ex-governador Blairo Maggi (PR), principal cabo eleitoral de Silval Barbosa, foi pouco citado nominalmente, seja pelo peemedebista ou pelos seus adversários. O republicano que alcançou uma boa avaliação de 92% da população no final de seu mandato também foi pouco criticado, embora tenha ficado sete anos e quatro meses à frente do Palácio Paiaguás. Quando citado, Blairo foi elogiado pelo candidato da continuidade. Nem mesmo a anunciada comparação entre a gestão do falecido ex-governador Dante de Oliveira (PSDB) com o governo Maggi aconteceu. Tanto Wilson Santos quanto Silval Barbosa têm declarado que pretender fazer tal contraponto durante a campanha. Embora venham protagonizando uma disputa pela presença da presidenciável Dilma Rousseff (PT) em seus respectivos palanques, Silval e Mauro Mendes não citaram o nome da petista em todo o debate. O peemedebista pediu votos para Dilma somente nas considerações finais, enquanto Mauro sequer citou o nome de algum candidato à Presidência. Também no final do debate, Wilson falou do candidato José Serra (PSDB) e Marcos Magno pediu votos para Plínio de Arruda Sampaio (Psol). As promessas acabaram ganhando espaço depois de mais de uma hora de confronto de ideias. Sem promessas, Marcos Magno propôs uma radicalização na política local. “Vimos aqui candidatos em busca de seus interesses pessoais, sem propostas. Precisamos fazer uma mudança radical, deixar de fora os políticos corruptos”, discursou. O tucano Wilson Santos aposta que sua trajetória iniciada como vendedor de jornal em Cuiabá o aproxima das camadas mais populares da sociedade. “O desafio do próximo governador é colocar o coração na ponta da caneta. Na condição de governador, não tenho dúvida de que farei uma administração voltada no social com foco em saúde e educação”, finalizou Wilson. Prometendo continuidade, o governador Silval Barbosa (PMDB) admitiu que alguns setores precisam de maior investimento, mas, acima de tudo, defendeu os programas iniciados pelo então governador Blairo Maggi. “Muitos criticam, mas se esquecem de falar que, nas séries iniciais, Mato Grosso está em segundo lugar no Ideb. Queremos gerar mais empregos, oportunidades e melhorar ainda mais a segurança pública e a educação. Nunca se fez tanto no combate às bocas-de-fumo em Mato Grosso. Tudo isso nos habilita a garantir a Copa de Mundo de 2014. Quero chegar lá e ouvir: foi bom votar no Silval”, considerou. Mauro Mendes avalia que sua experiência na iniciativa privada garante um futuro promissor para o Estado. “Valorizar pessoas para alcançar as metas estabelecidas. É isso que quero fazer pra Mato Grosso. A nossa meta é gerar 200 mil novos empregos e colocar a educação entre os 10 melhores sistemas de ensino do Brasil”, prometeu. O debate foi mediado pela jornalista Silvia Popovic. A expectativa é de que as propostas dos candidatos atendam à expectativa também do eleitorado na próxima semana, com o início do da propaganda gratuita no rádio e na TV.

Edição EDIÇÃO 16962




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