A Procuradoria Geral do Município vem prorrogando a conclusão das investigações sobre a fraude na arrecadação de impostos de Cuiabá na esperança de ter acesso aos dados levantados pela Delegacia Fazendária (Defaz) acerca do esquema. A esperança do procurador-geral Rogério Gallo é que o relatório final da polícia contenha informações que possam resultar em novas exonerações no Palácio Alencastro. Em meados de julho, o prefeito Mauro Mendes (PSB) já demitiu 10 servidores acusados de envolvimento, mas Gallo afirma que a participação de outros servidores é praticamente certa, devido à amplitude da fraude. É bem possível que haja o envolvimento de outros servidores, que ainda continuam trabalhando na prefeitura. Ainda não dá para falar em números, porque as investigações estão em curso. Nossa apuração está na Corregedoria e acredito que, até o final do ano, devemos concluí-la, pontua. Um relatório preliminar apontou que a fraude pode ter gerado um rombo de aproximadamente R$ 3 milhões na prefeitura. O valor total, no entanto, pode ser ainda maior, segundo o próprio prefeito. A possibilidade é considerada levando em conta o tempo pelo qual o sistema vinha sendo burlado. De acordo com o procurador-geral, após apurar o envolvimento de servidores, a Defaz faz agora o levantamento dos beneficiários do esquema que atingia o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e outras taxas e tributos cobrados pelo município. A Operação Impostor está em uma outra fase: a de verificar quem do lado empresarial se aproveitou da fraude. Este é um trabalho da Delegacia Fazendária, mas eu sei que este desdobramento está ocorrendo. Eles ainda estão ouvindo pessoas, afirma. Gallo acredita que os dados que vêm sendo colhidos pela Defaz podem ser úteis na conclusão do Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) em curso na prefeitura. Estamos esperando o andamento da investigação porque acreditamos que ela possa trazer para nós alguns elementos adicionais. Pode haver novas demissões, adianta. A Operação Impostor foi deflagrada no final do ano passado. No total, cinco secretarias municipais foram envolvidas no esquema.