O empresário Dalmi Junior afirma que o calote causou verdadeiro espanto após cerca de 10 anos de serviços prestados a candidatos do PT no Estado. Quando o PT não era governo (federal) eu recebia direitinho. Todo combinado era pago. Depois é que virou essa confusão, declara. Embora o partido defenda a inexistência da dívida com a Print, os autos do processo estão repletos de cópias de cheques sem fundos e exemplares de materiais de campanha confeccionados pela gráfica. O advogado Luiz Cláudio Nascimento ainda apresentou em juízo documento contendo proposta de parcelamento do débito enviada ao credor. A proposta data de 29 de abril de 2005 e prevê o escalonamento em seis parcelas, mas segundo o advogado nenhum centavo foi pago ao cliente. Caso a Print ganhe a ação, os valores deverão ser corrigidos. Não estamos nem mesmo pedindo indenização porque não estamos conseguindo receber o próprio crédito. Estamos nos concentrando em reaver esse crédito, posiciona o advogado. Nova audiência deverá ser marcada para encerrar a fase de instrução do processo. Outros dois candidatos a vereador em 2004 pelo partido deverão ser intimados a testemunhar. O vereador Domingos Sávio afirma que não houve qualquer constrangimento nas informações prestadas à Justiça. Peguei o material na Print e vim só falar a verdade. O juiz fez outras perguntas e declarei que não participei da coordenação de campanha e por isso não saberia responder, relata. O dono da Print, Dalmi Júnior, lembra que o peso da dívida impôs sérias dificuldades financeiras à empresa. O ano de 2005 foi muito complicado e tivemos que administrar de alguma forma o problema para realmente não quebrar. Hoje a empresa está reerguida e estamos confiantes de que o dinheiro será reavido na Justiça. (JS)