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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010, 23h:32

OPERAÇÃO ASAFE

Prisões poderão ser prorrogadas

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nancy Andrighi, irá decidir até domingo se irá manter presas pessoas acusadas de participação em suposto esquema de venda de sentença no Judiciário de Mato Grosso. Os advogados dos acusados mantêm a expectativa de que as prisões não serão prorrogadas, contudo o fato da Polícia Federal não ter finalizado as oitivas levanta a possibilidade de prorrogação. A previsão inicial da PF era ouvir um total de 51 pessoas envolvidas na operação Asafe até ontem. O delegado Carlos Eduardo Fistarol, responsável pela Operação, informou que ainda faltam três depoimentos. Por meio de assessoria de imprensa, ele disse ainda que pretende finalizar as oitivas na próxima terça-feira. As informações serão prestadas ao STJ para que se decida sobre as prisões. O delegado federal também deve se posicionar sobre a necessidade ou não de manter os acusados presos. Estão presos a esposa do ex-desembargador José Tadeu Cury, a advogada Célia Cury; os advogados Rodrigo Vieira e Alessandro Jacarandá; o ex-prefeito de Alto Paraguai, Alcenor Alves de Souza; o empresário Cláudio Emanuel Camargo e o ex-chefe de gabinete de José Tadeu Cury, Jarbas Nascimento, além de Santos de Souza Ribeiro e Max Weizer Mendonça. Ivone Reis de Siqueira também foi presa, mas foi liberada no mesmo dia após revogar o mandado junto ao STJ. Até o fechamento desta edição nenhum deles havia sido liberado, conforme informações da PF e Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O processo que originou a operação que cumpriu nove mandados de prisão e 30 de busca e apreensão tem, até o momento, 29 volumes. Os fatos apurados encontram-se sob segredo de Justiça, mas versam sobre crimes como de exploração de prestígio, corrupções ativa e passiva e formação de quadrilha. De acordo com matéria publicada no site Consultor Jurídico, o Ministério Público Federal (MPF) detectou “possível envolvimento” do juiz Círio Miotto e dos desembargadores Evandro Stábile – presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso -, José Luiz Carvalho e Donato Fortunato Ojeda - que já se aposentou – no suposto esquema de venda de sentenças. As residências deles foram alvo de mandados de busca e apreensão. No mesmo dia, os ex-juízes-substitutos Maria Abadia Aguiar, Renato Viana e Eduardo Jacob prestaram depoimento. Depois das diligências, o inquérito será encaminhado para a Procuradoria Geral da União, que dará parecer, e depois retornará para o julgamento no STJ, sob relatoria da ministra Nancy Andrighi.

Edição EDIÇÃO 16962




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