O presidente da Agência de Execução dos Projetos da Copa do Mundo (Agecopa), Eder Moraes, entregou ontem ao governador Silval Barbosa (PMDB) o pedido de demissão do diretor de Infraestrura da Agência, Carlos Brito. Num documento com 40 páginas, Eder argumenta os motivos para a saída do diretor, entre eles, desrespeito à presidência e postura de oposição a decisões de governo. O documento traz uma série de exposições de motivos que sustenta o pedido feito pelo presidente, conforme já havia antecipado o Diário de Cuiabá. Na semana passada Eder revelou que faria esse pedido e disse que o clima estava insustentável dentro Agência. Ele entregou o pedido ontem pessoalmente ao governador, com quem teve uma conversa por cerca de uma hora. Eder mostra nesse pedido de demissão que em reiteradas vezes Brito desobedeceu a portaria 014/2011, na qual autoriza apenas o presidente falar sobre os assuntos da Agecopa e os diretores apenas com autorização, para evitar a publicação de informações desencontradas da Agência. Silval, em entrevista coletiva ontem cedo, disse que ainda não definiu uma posição para resolver a pendência interna e disse que iria conversar com os dois ontem ainda. Ele adiantou, no entanto, que não vai admitir brigas que trazem prejuízos para execução das obras. Conforme o pedido de demissão entregue ao governador, foram pelo menos três ocasiões em Brito manteve esse comportamento de insubordinação. A primeira vez foi durante uma reunião no Coxipó, em que os projetos de mobilidade para a região foram apresentados à comunidade. Na hora do encerramento do evento, Brito pegou o microfone para falar mais sobre os projetos, quebrando o protocolo de que o governador é sempre o último a falar. Depois disso o houve outro evento no auditório da Agecopa em que Brito também teria afrontado a autoridade do presidente. E por fim, o último embate foi durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa para debate os modais de transportes VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) e BRT (Bus Rapid Transit). (ARF)