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Sexta-feira, 23 de Agosto de 2013, 20h:50
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SAÚDE
Prefeitura vai propor TAC sobre concurso
Levantamento da Procuradoria Geral do Município aponta ser inviável cumprir decisão que determina demissão de todos os servidores temporários
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Após realizar um levantamento em todo o quadro funcional da secretaria de Saúde do município, o procurador geral de Cuiabá Rogério Gallo afirma que a prefeitura não tem condições de cumprir a decisão judicial que determinou a nulidade de todos os contratos temporários da Pasta e a realização imediata de concurso público. Para resolver o imbróglio, a tendência é que o Palácio Alencastro proponha um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ao Ministério Público Estadual (MPE). Conforme o procurador, o acordo seria no sentido de realizar o concurso de forma gradativa para não prejudicar os trabalhos da secretaria e ainda substituir, a médio e longo prazo, os servidores contratados por efetivos. As alegações se devem ao fato de que 50% dos servidores da secretaria de Saúde serem temporários. A intenção é que o TAC ajude a prefeitura a reduzir em até 25% esse quadro. De acordo com o Gallo, apenas parte destes servidores serão substituídos. Isso porque a secretaria tem demandas que devem ser cumpridas por temporários, devido ao custo reduzido ao erário. Fizemos um levantamento do perfil deles, verificando a possibilidade de substituição através de concurso. Mas a contratação temporária também não pode ser demonizada. Vamos propor um acordo para resolvermos esta situação. Iremos discutir os termos deste TAC com o MPE para estabelecer uma média de substituição, porque temos que fazer tudo através da legislação, tendo em vista que também devemos aumentar, em lei, o número de cargos médicos previstos para fazer o concurso público, destacou. A reunião deve ocorrer no dia 22 de outubro. Na oportunidade, será apresentado o levantamento realizado sobre a real situação da Pasta. No relatório, deve constar o número de servidores efetivos, e temporários, além das vagas em aberto para que possam ser preenchidas por meio de concurso público. O levantamento deve explicitar em números qual é a real demanda do município. Iremos nos reunir com o MPE para chegar a um consenso. Por enquanto, a decisão está suspensa, pois o Palácio Alencastro impetrou um recurso alegando que o cumprimento da medida causaria o colapso na saúde pública. Com isso, o Tribunal de Justiça deve reanalisar os fatos. O titular da Pasta, Kamil Fares, diz estar preocupado. Com o corte de 50% da força de trabalho, só será possível atender a população em dias alternados. Dos 5,3 mil funcionários, 2.609 são temporários, sendo que ainda há um déficit de 600 pessoas. O estudo foi solicitado após a decisão da juíza-auxiliar Cecília Regina Vidotti que determinou a anulação dos contratos temporários da Pasta, alegando que este modelo seria inconstitucional. A sentença da magistrada é em decorrência de uma ação civil pública do MPE contra o ex-prefeito Wilson Santos (PSDB), que teria cometido irregularidades em contratações sem concurso público. O tucano foi condenado por ato de improbidade administrativa e teve os direitos políticos cassados pelo período de três anos.