A Prefeitura de Cuiabá publica hoje o novo edital das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A nova proposta, fracionada em sete lotes, recebeu os últimos ajustes em reunião realizada na tarde de ontem, na sede do Ministério Público Estadual (MPE). O montante de recursos previstos para o PAC de R$ 238 milhões poderá ser elevado para R$ 251 milhões, caso sejam confirmadas emendas de parlamentares federais destinadas ao Programa. A expectativa do procurador geral do município, José Antônio Rosa, é de que o anúncio dos vencedores do certame possa ocorrer até o final de janeiro de 2008. O cronograma da Prefeitura prevê ainda o início das obras em fevereiro, reiterou. No total, o PAC de Cuiabá será implantado com oito lotes. Além dos sete projetados na nova proposta, a prefeitura já trabalha com edital que prevê a fiscalização das obras, único entre os três lotes iniciais isentos de questionamentos. O mapa atual permitiu ainda a economia de recursos. Segundo Antônio Rosa, os estudos permitiram revisar pontos fundamentais do edital, conseguindo imprimir redução de aplicação de aproximadamente R$ 15 milhões. Os avanços entre a prefeitura e o Ministério Público Estadual ficaram evidentes no encontro de ontem. O melhor relacionamento e os ganhos do entendimento foram destacados por Rosa. Além de expor o novo modelo, o procurador ressaltou que todas as orientações do Tribunal de Contas da União foram seguidas no novo edital. Contudo, apenas um ponto não poderá ser seguido na íntegra. O TCU solicitou um laudo geológico, mas demora em torno de três a quatro meses para fazer. Então pedimos ao Tribunal a permissão para entregar o laudo no início das obras, explicou. Durante as explanações, Rosa solicitou apoio do MPE para ajudar na seleção das empresas. Segundo ele, a prefeitura está preocupada com a qualidade dos serviços. Esperamos contar também com a participação de vocês para selecionar as empresas ou poderemos ter problemas, alertou. Rosa reconheceu ainda que o atual modelo de edital está bem melhor do que a proposta anterior. A Prefeitura de Cuiabá foi alvo de ação impetrada por uma construtora de Sergipe no Tribunal de Contas da União e ainda na Justiça Estadual. Com a deflagração dos questionamentos, o Ministério Público Federal (MPF) reforçou a tese de revisão do modelo proposto pela administração da Capital, por meio de uma ação civil pública na Justiça Federal.