O prefeito Mauro Mendes determinou celeridade no julgamento de processos que tramitam nas Secretarias Municipais e no Conselho Fiscal. A proposta é que todos os processos sejam julgados em primeira e segunda instâncias para que, até o final do ano, os devedores sejam inscritos na dívida ativa e comecem a responder na justiça. As Secretarias de Fazenda, Saúde, Meio Ambiente e Assuntos Fundiários, Trânsito e Transportes Urbanos, são consideradas a primeira instância, e os gestores são os julgadores de multas e dívidas. Após esse julgamento, o infrator ou devedor pode recorrer e o processo é encaminhado para a segunda instância, que é o Conselho Fiscal do município. A ideia é organizar todos os setores das pastas, já que existem mais de seis mil processos parados na primeira instância. Há dívidas por infrações de trânsito, dívidas com IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), multas por queimadas em terrenos baldios e multas de várias outras espécies aplicadas pela Vigilância Sanitária. As Secretarias têm até junho para julgar os processos pendentes e encaminhá-los para o Conselho, que por sua vez tem até agosto para fazer seus julgamentos. Até o final do ano, todos que estiverem devendo serão inscritos na dívida ativa e ajuizados, disse Mauro Mendes. O prefeito tentou elevar o IPTU em 25% sob o argumento de que o município estava sem arrecadação, no entanto, seu projeto foi barrado na Câmara de Vereadores. Irritado, o prefeito afirmou na época que a construção do novo hospital corria risco de não sair do papel, pois sem o incremento no IPTU não haveria recursos.