Além de exigir medidas da União para evitar queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), os prefeitos mato-grossenses pedem ainda o perdão da dívida dos municípios com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Somente em Mato Grosso, a dívida atinge aproximadamente R$ 1 bilhão. Na terça-feira (7) cerca de 20 prefeitos de Mato Grosso se reuniram no auditório Petrônio Portella, do Senado. No encontro em Brasília, houve também a presença de outros 700 prefeitos de diversos municípios brasileiros que estão descontentes com as medidas do Governo Federal. O resultado da reunião foi um acerto com o líder do DEM, deputado federal Ronaldo Caiado (GO) para a apresentação de uma emenda à medida provisória 459 que decreta moratória de seis meses do pagamento das dívidas das prefeituras com o INSS. Os prefeitos querem que, durante o período em que os pagamentos ficarem suspensos, seja feita uma auditoria geral das dívidas com a Previdência. A MP 459 cria o plano habitacional do governo, que pretende construir um milhão de casas populares para famílias com renda de até 10 salários mínimos, em municípios com mais de 100 mil habitantes. O encontro foi positivo e vamos ter uma nova reunião nos próximos dias com a Confederação Nacional dos Municípios para verificar o andamento das nossas propostas, revela Manoel Rodrigues de Freitas, vice-presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) e prefeito de Terra Nova do Norte. Ainda está previsto um Encontro Nacional dos Prefeitos para discutir a situação financeira dos municípios que está sendo abalada pela queda no repasse. Ele ainda volta a criticar o Governo Federal pelas medidas adotadas no combate aos efeitos da crise econômica internacional. O presidente Lula deve entender que muitos municípios estão na linha de pobreza e tem o dinheiro do repasse a maior fonte de renda. Ele [Lula] está preocupado só em atender as grandes empresas de veículos, acusa. (RC)