A XI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios contou a participação de aproximadamente 47 prefeitos do Estado de Mato Grosso. O movimento serviu para apresentação de diversas reivindicações dos chefes de executivos municipais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante reunião realizada na manhã de ontem. Buscando melhor amparo de recursos, os prefeitos defenderam itens que integram a Reforma Tributária. A pauta de reivindicações foi apresentada ao presidente Lula durante reunião realizada ontem, em Brasília, que contou com a participação de representantes da Frente Nacional de Prefeitos. O prefeito Wilson Santos (PSDB), que exerce o cargo de vice-presidente para Assuntos Legislativos da Frente, também integrou as discussões. O movimento também contou com a presença do prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR). A Marcha começou a tomar proporções maiores após a deflagração da denominada descentralização de ações, quando as prefeituras assumiram trabalhos antes a cargo do Estado. Contudo, os prefeitos não conseguiram na mesma proporção aumentar o bolo do repasse dos recursos provenientes da União. Wilson defende uma mudança em relação aos índices de distribuição dos recursos previstos no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Entre as principais reivindicações dos municípios constam as solicitações para aumento do repasse de verba para os setores da educação e saúde. Segundo a assessoria, o deputado federal Homero Pereira (PR) destacou no encontro que a bancada é parceira dos municípios. O parlamentar se dispôs ainda a colaborar com os prefeitos em outros pleitos municipais. O encontro contou com participação em massa dos chefes dos executivos municipais, somando cerca de 4 mil prefeitos durante a Marcha. De acordo com a assessoria da prefeitura, Wilson Santos considerou o primeiro dia do movimento extremamente positivo. O entende que os principais pleitos dos municípios poderão ser validados pelo presidente Lula. Murilo também aproveitou a oportunidade para cumprir agenda em Brasília de visita ao Ministério das Cidades, de Minas e Energia e ainda no Departamento nacional de infra-estrutura de Transportes (Dnit).