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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013, 20h:31

FRAUDE

Prefeito afasta 14 servidores

PRISCILLA VILELA
Da Reportagem
Dez dos catorze servidores da prefeitura de Cuiabá, acusados de integrarem um esquema de fraude tributária, foram preventivamente afastados por determinação do prefeito da capital Mauro Mendes (PSB). As investigações tiveram início no ano passado com a “operação Impostor” e a conclusão do processo administrativo deve ser efetivada num prazo de 120 dias. O socialista afirmou que considera inconcebível que os envolvidos continuem a trabalhar no local onde teriam traçado plano de fraude nos impostos. O banco do sistema de administração tributária do Alencastro teria sido fraudado, além de outros tributos como o ISSQN, na emissão de certidões e alvarás, ITBI, Habita-se e nas dívidas com a então Companhia de Saneamento da Capital, Sanecap. “Não podemos ter servidores suspeitos de fraudes frequentando os mesmos locais de trabalho”, declarou Mendes. “O objetivo desta medida é assegurar a efetividade da instrução do processo administrativo, para que não haja interferências”, complementou o procurador-geral do Município, Rogério Gallo. Na lista dos servidores afastados estão: Airson Pereira Ricardo, Alinor Candido da Silva, Cosme Ridoval Gonçalves Manso, Donatalina da Silva Botelho, Durval de Almeida Filho, Eufrásia Conceição dos Santos, Jumara de Jesus Correa, Gonçalino de Paula Nunes, Jose Simone de Oliveira e Mário César de Almeida. Os suspeitos permanecerão afastados até que seja concluído o processo administrativo disciplinar, para evitar prejuízos ao erário. Também estão proibidos de acessar seus locais de trabalho. Caso as fraudes sejam comprovadas, eles serão exonerados. Todos são funcionários efetivos estão lotados nas Secretarias de Serviços Urbanos, Meio Ambiente e Assuntos Fundiários, Fazenda, Gestão e na Procuradoria Fiscal. Com a determinação, eles estão proibidos de acessar seus locais de trabalho. Operação – O inquérito policial que apurou as irregularidades no recolhimento dos tributos foi instaurado em junho do ano passado para apurar desvios primeiramente no IPTU, e na sequência notaram-se falhas também em outros impostos, o que resultou na Operação Impostor. Na época, o então prefeito da capital, Francisco Galindo (PSB), declarou que assim que tomou conhecimento da denúncia apurou o caso de forma sigilosa, o que possibilitou a identificação dos envolvidos e o impedimento da continuidade da fraude.

Edição EDIÇÃO 16962




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