NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

Primeira Página
Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010, 19h:03

PR não pune prefeitos infiéis

Durante as eleições de 2010, o Partido da República ajudou o governador reeleito, Silval Barbosa (PMDB), nas ações de cooptação de prefeitos que faziam parte da base adversária, como o DEM. Apesar do sucesso nas investidas, a sigla não ficou livre das perdas. Os prefeitos republicanos de Primavera do Leste, Getúlio Gonçalves Viana, e de Canarana, Walter Lopes Faria, manifestaram apoio ao então concorrente ao governo, Mauro Mendes (PSB). Mesmo assim, presidente regional do PR, Wellington Fagundes analisa o quadro com naturalidade dentro do sistema do “pluripartidarismo”. De acordo com o parlamentar, o partido não tomará medidas contra os gestores que declararam respaldo para o adversário. “Temos um pluripartidarismo. Temos que entender a questão porque também tivemos o apoio de outros prefeitos de outros partidos. É preciso analisar essa questão dentro de um contexto mais amplo”, disse. A legenda acentuará as ações, no segundo turno, em favor da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT). Nesse cenário, Wellington avisa que estão retomados os trabalhos de entendimento com “todos os gestores do Estado”. No período das eleições, o dirigente partidário, então candidato à reeleição, implementou ações estratégicas para garantir o desempenho conferido nas urnas no dia 3 de outubro. Numa parceria com candidatos da Baixada Cuiabana, como o deputado Maksuês Leite (PP), o parlamentar deu ênfase à divulgação de suas ações como representante da Câmara Federal, dirigidas à região. Nos atos políticos, apresentou resultados do trabalho como a gestão feita junto ao governo federal que garantiram melhorias em vários setores, como o da energia e ambiental. Para o parlamentar, sua posição política é fruto das ações que vem desenvolvendo em favor do Estado somadas ao “entrosamento” com a população. “No geral, a atuação do parlamentar é no sentido de conseguir respaldar a população. E estar presente em Brasília defendendo recursos para o Estado. Mas é bom observar que a questão da presença em Brasília não é tão relevante, por conta do sistema de tramitação dos projetos. É preciso também estar presente com a população e sentir o que a comunidade quer e espera. A questão da transferência de votos é uma coisa muito duvidosa, por isso o parlamentar tem que fazer a sua parte”, concluiu. Wellington também tem a seu favor o perfil de político conciliador. Um dos exemplos da postura do deputado foi em relação à saída do PR de Mauro Mendes, que migrou em 2009 para o PSB e se transformou no principal adversário do governador Silval Barbosa (PMDB). Mantendo bom relacionamento político com Mauro, Wellington alerta: “O companheiro de hoje pode ser o adversário de amanhã, e “vice-e-versa. É necessário manter um bom trânsito entre todos os partidos para se colher sempre o melhor”, pondera. (SF)

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL