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Quarta-feira, 02 de Março de 2011, 22h:18

VAGA NA CÂMARA

PPS diz que suplente é Persona e não Tenente Lara

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
A diretoria executiva do PPS vai pedir na Justiça que o suplente de vereador Claudemir Persona fique com a vaga ocupada hoje pelo presidente da Câmara de Cuiabá, Júlio Pinheiro (PTB). Há uma discussão dentro do partido sobre quem é o primeiro suplente. Juvenílio da Silva Lara, conhecido como Tenente Lara, também quer a vaga. No entanto, diretores do PPS afirmam que ele se desfiliou da legenda e que, portanto, não tem mais direito de assumir uma vaga dos socialistas. Persona disse ontem que o partido vai encaminhar primeiro um pedido à presidência da Câmara para que seja empossado o suplente do PPS. A discussão sobre a suplência teve início depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a mesa diretora da Câmara dos Deputados empossasse o primeiro suplente do partido, e não o da coligação, na vaga do titular. Até então, era o primeiro suplente da coligação quem assumia quando o titular saía do posto. No caso da Câmara dos Vereadores de Cuiabá, Ivan Evangelista (PPS) foi cassado por compra de votos e o primeiro suplente da coligação, Júlio Pinheiro, do PTB, ficou com a cadeira. Secretário-geral do partido, o professor Antônio Carlos Máximo afirmou que o entendimento do STF tem a intenção de fortalecer os partidos políticos e que por isso o PPS deve defender que seu suplente seja empossado. Persona conseguiu apenas 469 votos. Antônio Máximo afirmou que Tenente Lara havia se desfiliado do PPS, mas que, no entanto, ele pode ter se filiado novamente. “Não temos como saber, pois a relação de filiados será entregue à Justiça Eleitora no final de abril. Ele poder ter conseguido voltar. Mas aí acredito que a Justiça não dará ganho de causa para ele, já que nesse caso mostraria má-fé dele. O retorno apenas com intenção de assumir o cargo de vereador. Nesse caso, será outra polêmica jurídica”, explicou Máximo. Reconhecido pelo partido como primeiro suplente do PPS, Persona afirma que não esperava, dois anos depois da eleição, ter a chance de se tornar vereador. “São fatos novos, primeiro em nível nacional, depois estadual, e agora vamos ver essa mudança no âmbito estadual”, disse o suplente. Baseado no entendimento do STF, o ex-deputado Adalto de Freitas (PMDB), o Daltinho, também conseguiu na Justiça estadual o direito de assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa. A deputada Teté Bezerra (PMDB) se licenciou para assumir a Secretaria de Turismo do Estado. O primeiro suplente da coligação, Emanuel Pinheiro (PR), estava na vaga dela, mas, por determinação da Justiça, Daltinho, do mesmo partido de Teté, ficou com a cadeira.

Edição EDIÇÃO 16967




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