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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008, 20h:51

APOSTA

PP crê que Walter reverte cassação

JULIANA SCARDUA
Da Reportagem
Líderes do Partido Progressista (PP) atestam que não há qualquer possibilidade de que o ex-deputado Walter Rabello (PP), assolado pela cassação do mandato parlamentar, desista da candidatura à prefeitura da Capital. No discurso de membros da legenda, impera a tese de que a perda da cadeira seja até mesmo revertida em votos junto à população. Desde a semana passada, quando a cadeira de Rabello na Assembléia Legislativa foi assumida pelo suplente Nilson Santos (PMDB), povoam nos bastidores as conjecturas de que o progressista acabará declinando da candidatura. A tese é de que, junto com o mandato, Rabello teria perdido estrutura financeira e projeção política para pleitear o cargo no Executivo. No posto de parlamentar, ele não teria de renunciar ao cargo para disputar a prefeitura. Entre os rumores, informações ventiladas no meio político davam conta de que os vereadores do PP em Cuiabá, Marcus Fabrício e Levi de Andrade, o Leve Levi, teriam enviado a Rabello uma carta sugerindo o recuo do pleito. Os deputados José Riva e Eliene Lima negam qualquer movimentação que desemboque no declínio da corrida sucessória. Segundo Riva, em conversa com Levi, o vereador teria negado o suposto pedido ou sugestão de desistência. No discurso de Riva e Eliene, a candidatura estaria mais “firme que nunca”. “A candidatura está mais consolidada que antes. O que estão dizendo são maldades que lançam por aí. O PP está junto com Walter”, declara Riva. Ao corroborar as afirmações, Eliene faz apenas uma ressalva: “A candidatura está firme. Não sei é do processo de cassação”, pontua o deputado federal. Riva defende que a cassação de Rabello não deve ser encarada sob a ótica da perda política em plena disputa eleitoral. Segundo o líder progressista, são inúmeras as manifestações de apoio a Walter Rabello em bairros da Capital. “A sociedade vê como injustiça o que aconteceu. Acho inclusive que, ao contrário do que pensam por aí, isso (a cassação) vai se reverter em votos”, lança. Ele atesta que hoje o termômetro de votos é altamente favorável ao progressista em bairros com o Pedra 90. Lá, o candidato do PR, Mauro Mendes, teve o nome homologado em ato político realizado no domingo. “Lá o Walter tem mais de 50% com ele”, alfineta Riva. Na defesa do pré-candidato, ele ainda reitera as críticas em meio à celeuma envolvendo a infidelidade partidária no país. Conforme tem defendido diante da imprensa e em discursos na tribuna da Assembléia, Riva posiciona que a questão poderia ter outro desfecho caso o tema fosse incluso pelo Congresso Nacional na reforma política. Por outro lado, ele ainda condena a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que estipulou a data de 27 de março como marco para disciplinar a infidelidade – portanto, prazo final para o troca-troca de políticos entre partidos. “O Congresso não votou e o TSE estabeleceu uma data depois, numa incoerência. Não podemos criticar o TRE. Ele só seguiu a resolução”.

Edição EDIÇÃO 16965




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