Primeira Página
Sexta-feira, 15 de Junho de 2012, 22h:31
A
A
PDT
Posicionamento ainda está indefinido
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
A principal liderança do PDT, senador Pedro Taques, esteve reunida ontem (15) com lideranças de diversos municípios do Estado para definir a posição da sigla nas eleições deste ano. No entanto, o objetivo maior era definir se continuará no Movimento Mato Grosso Muito Mais, dando apoio à pré-candidatura do empresário Mauro Mendes (PSB) na Capital, ou emplacar uma composição com outra sigla. Segundo o pedetista, o partido só irá anunciar sua posição após se reunir com Mauro na próxima semana. Eu não posso impedir o Mauro de ser candidato. Ele tem que escolher o que é melhor para ele e o PDT vai decidir o que é melhor para ele. As declarações de Taques são a respeito do diálogo que o socialista vem mantendo com o PR e com o PMDB. Mauro teria deixado o Movimento (PPS, PV, PDT e PSB) de lado e oferecido a Vice-prefeitura para ambos os partidos que, inclusive, já até cogitam nomes para indicar. Para o senador, a postura do pré-candidato não está errada, entretanto sua sigla não é obrigada a aceitá-la. É um direito do Mauro conversar com quem ele quiser. Quem é pré-candidato é ele, então ele tem que construir essa candidatura. Agora, eu não posso não me condicionar numa situação dessas. De acordo com ele, vai impor alguns critérios, contudo não revela quais são. Eu me comprometi de apoiá-lo, mas não em qualquer situação. Quem sabe e conhece a política sabe que ela é permeada por traições. Nós não queremos fazer negociação de vice ou de secretarias. O PDT não é um partido de barganhas. Queremos o melhor para Cuiabá, queremos algo novo. O presidente do diretório municipal da legenda, Kamil Fares, por sua vez, afirma que dois fatores serão levados em consideração para apoiar ou não a chapa encabeçada pelo empresário. O que será avaliado é o peso do nome do Mauro e as coligações que ele vem pretendendo fazer. Se a pré-candidatura do Mauro for mais significativa, nós vamos ficar com ele. Agora, se a questão de alianças for mais, fica bem difícil. Já com relação ao fato de o socialista querer agrupar a maior quantidade de partidos em torno de seu nome no pleito deste ano, Kamil Fares acredita que isso pode atrapalhar o socialista. Isso é igual a uma sociedade: quanto mais sócios, mais pessoas com opiniões diferentes, e isso pode acabar atrapalhando o processo ou até barrar, compara. Além do PSB, o PDT também vem dialogando com o PT, que tem como candidato o vereador Lúdio Cabral, que, inclusive, já chegou a oferecer o cargo de vice na chapa majoritária. No entanto, apesar disso, a sigla ainda não descartou totalmente a tese de candidatura própria, tendo como pré-candidato o próprio Kamil. Todo partido político que quer crescer precisa de candidatura própria. Além disso, a legenda pode abrir diálogo com outras siglas. Cidades-polos Diferentemente de Cuiabá, onde o Movimento Mato Grosso Muito Mais pode sofrer um racha, em Rondonópolis a conjuntura ainda é muito forte. Taques garantiu durante a reunião realizada ontem em seu escritório na Capital que a sigla, bem como os demais partidos que fazem parte do arco de alianças, deve apoiar a pré-candidatura do deputado estadual Percival Muniz a prefeito da cidade. Segundo o parlamentar, quem está cuidando das negociações no município é o ex-prefeito Adilton Sachetti (PDT). Já com relação a Várzea Grande, Taques afirma que na próxima semana um arco de diálogos deve ser construído. Várzea Grande não tem a força que têm outros municípios. Mas na semana que vem vamos conversar com outros partidos. Lá, temos a Nicinha do PSB e, agora, o PSDB.