Primeira Página
Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010, 02h:32
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TEMOR
Porta-voz, Silval pede rigor nos gastos
Na primeira reunião de secretariado do ano, governador mais uma vez alertou para cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que completa uma década este ano
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
A primeira reunião de secretariado do governo realizada este ano serviu para alertar todos os comandantes das pastas sobre gastos no orçamento. Como 2010 é o último ano do governo Maggi, a preocupação é de que os gestores cumpram o planejamento e não deixem déficit para a próxima administração. O encontro foi realizado ontem à tarde no Palácio Paiaguás. Como de praxe, o vice-governador Silval Barbosa (PMDB) foi o porta-voz da reunião à imprensa. Blairo Maggi (PR) tem deixado todo espaço para o vice estar à frente e aparecer, já que Silval é pré-candidato ao governo do Estado no pleito que acontece este ano. De acordo com Silval, durante a reunião o secretário de Planejamento, Arnaldo Alves, e o auditor fiscal José Gonçalves Botelho fizeram uma explanação sobre deveres e responsabilidades para com o orçamento. Não podemos terminar o ano com dívidas de gaveta, até porque a Lei de Responsabilidade Fiscal não permite isso. Os secretários devem se preocupar com a execução do orçamento. Eles devem ficar atentos porque não apenas o governo pode ser responsabilizado, mas também os próprios secretários, explicou o vice-governador. Silval lembrou que este ano será atípico na administração porque o Paiaguás terá dois governadores, já que Blairo deixa o posto em abril para concorrer ao Senado e, assim, o vice assume como o novo governador. Nesta reunião pedi empenho de todos os secretários, já que será um ano atípico. Todos devem ter o cuidado de não se acomodar e estar sempre atentos e em dia com o planejamento, afirmou o vice-governador. Além de terminar o ano com um bom balanço, o teor da reunião visa evitar problemas com o Tribunal de Contas, posteriormente. De acordo com a lei de responsabilidade fiscal, o governo não pode deixar dívidas para o próximo ano, a não ser que haja dinheiro em caixa para pagar essas despesas. Nesse caso, somente as despesas chamadas de curto prazo, como, por exemplo, folha de pagamento, despesas com telefones, combustível e tarifas. Existem também as dívidas em longo prazo, que podem chegar a 20, 30 anos, mas estas cada governo que entrar tem a responsabilidade de assumir. Para o auditor, o Tribunal de Contas está realizando um bom trabalho de fiscalização e conferindo avanços na administração pública. A lei de responsabilidade fiscal está fazendo 10 anos e trouxe grandes progressos para a administração pública. Uma gestão, seja de governo estadual ou municipal, não pode deixar dívidas para o outro ano. Se isso acontece, impacta no próximo orçamento e prejudica todo o processo, explicou o auditor. Em síntese, a Lei disciplina a gestão dos recursos públicos atrelando maior responsabilidade aos seus gestores. É o código de conduta para os administradores públicos.