Primeira Página
Sexta-feira, 15 de Abril de 2011, 21h:35
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Por enquanto, debandada não preocupa Henry
HUMBERTO FREDERICO
Da Reportagem
O presidente regional do PP e deputado federal licenciado, secretário de Saúde Pedro Henry, disse que prefere fazer uma análise sobre a debandada de militantes com mandato para o PSD somente após as eleições municipais que ocorrerão em 2012. Mas o progressista admite que a sigla vá se fragilizar após a conclusão deste processo. Com certeza, vai ser difícil o partido ter o mesmo desempenho em 2012 que teve em 2010. Qualquer divisão causa subtração, mas só vamos avaliar depois do pleito, disse Henry, lembrando a vitoriosa campanha do PP no ano passado. Henry também negou qualquer desavença com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Riva (PP), que está liderando o movimento de migração para a nova sigla e convidando diversos políticos progressistas para o PSD. Eu conversei com o Riva e disse a ele que está certo em procurar um espaço maior em outra sigla. Ele tem toda capacidade de estruturar um novo partido político. Somos amigos, já conversamos sobre este assunto e nada nos impede de sermos aliados lá na frente, acho perfeitamente natural este processo que ele está encaminhando, afirmou. Junto com Riva os deputados federais Neri Geller e Roberto Donner, o deputado federal licenciado e secretário de Ciência e Tecnologia, Eliene Lima, e os deputados estaduais Walter Rabello, Luizinho Magalhães e Airton Português, além do vice-governador Chico Daltro, deixarão o Partido Progressista para se filiar ao PSD. Apesar disso, Henry garantiu não ter ficado chateado com os colegas de partido e não os procurou para demovê-los da ideia. Quem não estiver confortável com a sigla pode sair sem problemas. Eu não procurei nenhum deles, deixei-os bastante à vontade para decidirem, concluiu. Caso sejam confirmadas as desfiliações do PP, a sigla, que foi uma das mais vitoriosas no pleito estadual do ano passado, diminuirá de tamanho. Na bancada federal, com a licença de Henry, deixará de ter dois deputados federais e não terá mais nenhum. Na Assembleia Legislativa passará de cinco parlamentares para apenas um, e o vice-governador do Estado, que é do PP, passará a ser do PSD.