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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

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Domingo, 23 de Agosto de 2009, 01h:09

PACENAS

População concorda com Operação Pacenas

Opinião pública acha correta a ação da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades nas licitações do PAC de Cuiabá e VG

ALEXANDRE APRÁ
Da Reportagem
A sociedade está atenta às irregularidades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Cuiabá e Várzea Grande. Uma pesquisa feita pelo Instituto KGM Pesquisas constatou que 81,7% dos entrevistados sabem ou ouviram falar que a Justiça detectou problemas nos contratos do programa nos dois municípios. E na opinião de 95,1% dos entrevistados a Justiça agiu certo ao mandar prender os 11 envolvidos na Operação Pacenas, desencadeada pela Polícia Federal no início da semana passada. O levantamento aponta que quase metade dos entrevistados sabe, ao certo, quais os problemas detectados pela Operação Pacenas. 45,1 % disseram que as irregularidades dizem respeito às fraudes em licitações, enquanto 32,9% acham que a PF investiga corrupção ou desvio de verbas e 20%, superfaturamento das obras. De acordo com o resultado da pesquisa, 67,5% das pessoas ouvidas não acreditam nas declarações dadas pelo prefeito Wilson Santos (PSDB), que afirmou não ter ciência das irregularidades apontadas pela investigação. Enquanto isso, 28,3% dizem acreditar na versão do tucano. Em outra pergunta, a pesquisa mostra que 67,3% dos ouvidos acham que Wilson teve culpa sobre os problemas enfrentados pelo PAC, enquanto 27% acham que não. No entanto, 69,5% dos entrevistados avaliaram que o chefe do Executivo da Capital agiu certo ao anular as licitações, enquanto só 20% acham que Wilson não deveria ter anulado os contratos com as empreiteiras envolvidas na Operação Pacenas. Em Várzea Grande, 61,2% acreditam que o prefeito Murilo Domingo (PR) foi o culpado pelas denúncias sobre a execução do PAC na cidade. Enquanto isso, 25,5% acham que ele não teve culpa. Na modalidade “Teste de argumentos”, 56,8% das pessoas ouvidas discordam da afirmação de que a culpa pelas irregularidades do PAC era apenas dos empresários, que combinaram quem iria ganhar as obras. 33,5% concordam com essa justificativa, enquanto 9,7% não responderam. A esmagadora maioria dos entrevistados demonstra que não sabe quem foram os envolvidos na fraude. 81,2% das pessoas ouvidas dizem que não sabem o nome dos presos. Dos que sabem, em primeiro lugar, 6,6% apontam o nome do procurador-geral do município, José Antônio Rosa, seguido do ex-prefeito de Cuiabá, Anildo Lima Barros, com 6,3%, e do suplente de deputado estadual Carlos Avalone, com 3,2%. A mesma pergunta também revela que parte dos entrevistados (0,2%) citou nomes de pessoas que não foram presas nem tampouco envolvidas na investigação do PAC, como a do ex-presidente da extinta Fundação do Meio Ambiente, Moacir Pires, e do ex-prefeito da Capital, Rodrigues Palma. O prefeito Wilson Santos também foi citado por 0,2% das pessoas ouvidas como um dos presos pela Operação Pacenas, o que não aconteceu.

Edição EDIÇÃO 16961




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