Depois de um ano longe da política, Lutero Ponce (PMDB) diz que a cassação do seu mandato foi política, mas que mesmo assim não guarda mágoa dos vereadores e nem do presidente da Casa, vereador Deucimar Silva (PP). A Delegacia Fazendária só começou a investigar o rombo porque Deucimar assim que a assumiu a presidência da Casa, sucedendo Lutero, contratou uma auditoria particular para investigar todas as contas da gestão do peemedebista. A auditoria apontou um rombo de R$ 3,5 milhões, valor que cresceu na investigação da Polícia Fazendária. Eu tenho é pena e dó do Deucimar. Não considero inimigo porque de inimigo a gente tem raiva e eu não sinto isso. Tenho pena porque Deucimar é um doente, psicopata e o tempo vai mostrar isso, disse o ex-vereador. Ele reclama que a sessão na Câmara aconteceu antes de qualquer julgamento da Justiça ou mesmo antes de o Ministério Público oferecer denúncia. O ex-vereador ainda argumenta que não precisava do cargo para sobreviver, pois sempre foi empresário, tem propriedade rural. Eu só entrei para a vida política porque sempre conheci muita gente, venho de uma família tradicional e sempre fui uma pessoa disposta a ajudar os outros. Apesar de haver um processo na Justiça no qual Lutero tenta reaver o mandato, ele diz que não tem a ânsia de voltar ao Legislativo. O advogado entrou com o recurso na época, mas eu nem penso mais nisso, vou vivendo minha vida, tenho amparo de Deus, família e amigos. (ARF)