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Terça-feira, 29 de Março de 2011, 21h:25

LUTO

Políticos de MT dão adeus a Alencar

O governador Silval Barbosa (PMDB), além de outras lideranças políticas de Mato Grosso, lamentou a morte do ex-vice-presidente da República

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
A morte do ex-vice-presidente da República, José Alencar, ocorrida ontem de manhã, repercutiu entre representantes de diversas correntes políticas de Mato Grosso. Governo do Estado, Assembleia Legislativa, o senador Blairo Maggi e prefeituras do Estado divulgaram a nota de pesar pelo falecimento do empresário. De modo geral, todos classificam Alencar como um exemplo de luta pela vida e um homem de fé. Além de ter contribuído para o Brasil como grande empresário, gerador de empregos, e também atuando como político. Mesmo sendo vice-presidente de Lula, ele criticava os juros altos praticados, fato sempre lembrado. Na nota assinada pelo governador Silval Barbosa, o governo lembra que ele foi um exemplo de resignação nos últimos 13 anos, período em que lutou contra o câncer. “Serviu de dignificante exemplo, já que ocupava importante função pública e, através dela, transmitiu à sociedade brasileira nobres sentimentos cristãos e cívicos”, escreveu o governador. Já o senador Maggi coloca que a morte de Alencar impõe uma lacuna na cena política, empresarial e social do país. O prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), decretou luto de três dias. “A união de um empresário com um metalúrgico que deu muito certo”, disse o prefeito, referindo-se a Alencar e Lula. O deputado federal Carlos Bezerra foi contemporâneo de José Alencar no Senado. Por meio de uma nota, ele avaliou que o empresário representou o “ponto de equilíbrio” do governo do presidente Lula, pela coerência, inclusive, quando se manifestava contrário às medidas estabelecidas. Para o deputado, “Zé Alencar” acabou conquistando a simpatia do povo brasileiro, pelo seu jeito simples e sereno. Até nos momentos difíceis parecia estar otimista e valorizou a vida até o último minuto. O ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB) também atuou na mesma época que José Alencar no Senado. Os dois foram eleitos em 1998. O tucano conta que embora não tivesse relação muito próxima, o considerava um amigo, pois trabalharam juntos e o admirava. Antero se lembra de uma história envolvendo Alencar. Já no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Antero estava em São Paulo e visitou Luiz Inácio Lula da Silva, que na época era apenas presidente do PT. Ao ir embora, Lula usou Antero como o intermediário de um presente, já que voltaria para Brasília. “Era uma garrafa de pinga de Minas Gerais. Antes de eu ir, voltei e perguntei se aquele presente era só uma garrafa de pinga ou se era um convite para Alencar ser candidato a vice dele. Lula apenas sorriu e a história nos mostrou o que aconteceu”, contou Antero. No twitter, políticos do Estado também manifestaram pesar pela morte do José Alencar, como o próprio Antero Paes de Barros e o deputado federal Wellington Fagundes (PR). Wellington militou no extinto Partido Liberal (PL), sigla pela qual Alencar foi eleito pela primeira vez vice-presidente de Alencar. José Alencar faleceu ontem, aos 79 anos, em São Paulo, vítima de câncer. Ele teve falência múltipla de órgãos, em decorrência de um câncer na região abdominal. Ele enfrentava a doença havia mais de 13 anos, passando por 17 cirurgias e várias internações.

Edição EDIÇÃO 16961




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