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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

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Segunda-feira, 07 de Fevereiro de 2011, 20h:31

CÂMARA DE CUIABÁ

Polícia não vê crime político em roubo

Investigações apontam para furto comum, sem conotação política, informações levadas de dois computadores do Legislativo da Capital

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O autor do arrombamento da Câmara Municipal de Cuiabá foi identificado e indiciado pelo crime de furto. Trata-se de uma pessoa sem ligação com o Legislativo que arrombou a porta da Secretaria de Recursos Humanos e levou dois discos rígidos. As investigações apontam para um furto comum, sem conotação política. Nos próximos dias, o delegado responsável pelo caso, Francisco Kunze, e o presidente da Câmara, Júlio Pinheiro (PTB), convocarão uma entrevista coletiva para falar sobre o término das investigações e fornecer a identificação do criminoso. O roubo na Câmara aconteceu no dia 13 de janeiro, durante o recesso parlamentar. Em princípio, havia a suspeita de que três pessoas tinham participado da ação criminosa, mas as investigações apontaram somente uma, que furtou a memória de dois computadores. O criminoso desmontou a CPU de duas máquinas, justamente as que contêm todas as informações da vida funcional dos servidores e vereadores. “O furto ocorreu de duas memórias de computador, muito comum entre ladrões que levam esse tipo de equipamento que é desfeito com rapidez”, explicou um policial que participou das investigações. O fato de não ser material sigiloso levou os policiais até um ladrão comum. Embora o autor tenha sido identificado, os policiais não recuperaram produtos levados. “Computadores, monitores e memórias de computadores furtados de empresas e residências não são apreendidos com facilidade. O mesmo ocorreu em relação a esse caso da Câmara Municipal”, explicou um dos policiais. Ao descobrir que se tratava somente de um autor do furto, o delegado adiantou as investigações concluindo os trabalhos no tempo estipulado de 30 dias. O delegado informou que não foi necessário o pedido de prorrogação de prazo. O furto das memórias do computador ocorreu no início de janeiro. Conforme o vereador Antônio Fernandes, presidente em exercício da Câmara, na ocasião do furto, nos arquivos havia dados como valor do salário, hora extra, número de documentos pessoais e endereços de todos os vereadores e servidores. Na sala entre diversos computadores o assaltante escolheu os dois principais do setor, justamente os maiores. O autor da ação criminosa desmontou a CPU de cada computador para levar apenas a memória. De acordo com o tempo das imagens, ele ficou dentro da sala por cerca de 20 minutos. O roubo foi flagrado por câmeras de segurança do circuito interno. Nenhum funcionário da Casa presenciou a ação dos bandidos. Uma sindicância interna no Legislativo foi aberta para apurar o roubo de informações. Nenhum funcionário está envolvido, mas diante do episódio a segurança na Casa será reforçada. Atualmente, já se exige a identificação das pessoas que entram na Casa.

Edição EDIÇÃO 16961




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