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Terça-feira, 21 de Agosto de 2012, 21h:51
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VLT
Polícia Civil também investigará denúncia
Secretário de Segurança Pública definirá hoje o nome do delegado responsável pelos trabalhos, que estão sendo apurados ainda pelo MP
RENATA NEVES
Da Reportagem
Atendendo à determinação do governador Silval Barbosa (PMDB), o secretário de Estado de Segurança Pública, Diógenes Curado, vai designar um delegado de polícia para apurar as denúncias referentes a supostas irregularidades no processo licitatório para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. O nome do delegado será anunciado na manhã de hoje (22) e poderá pertencer aos quadros da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) ou da Delegacia Fazendária (Defaz). Segundo Diógenes Curado, a ordem foi repassada a ele na noite da última segunda-feira (20), três dias após publicação das denúncias pelo portal de notícias UOL Esporte. Vou conversar com o delegado-geral da Polícia Civil, Anderson Aparecido dos Anjos Garcia, que está em Brasília, para definir a questão, e vou acompanhar de perto as investigações. Conforme a reportagem veiculada no site, o vencedor da licitação era conhecido ao menos um mês antes da entrega das propostas dos consórcios concorrentes e da abertura dos envelopes. As informações foram repassadas ao site pelo ex-assessor especial da Vice-governadoria, Rowles Magalhães Pereira da Silva. Assinada pelo governador Silval Barbosa, pelo vice-governador, Chico Daltro (PSD), e pelo secretário-chefe da Casa Civil, José Lacerda, sua exoneração do cargo foi publicada no Diário Oficial do Estado que circulou ontem (21). À reportagem do UOL, o ex-assessor afirmou que membros do governo receberam R$ 80 milhões para viabilizar o esquema e que o acerto foi articulado entre os três consórcios melhores colocados na concorrência. No dia 22 de maio, segundo o site, a informação repassada por ele foi confirmada: o Consórcio VLT Cuiabá - formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda. - venceu a licitação com uma proposta para construir e colocar o VLT em operação por R$ 1,47 bilhão. As denúncias também estão sendo investigadas pelos ministérios público Federal e Estadual. Assim que elas vieram à tona, o governador Silval Barbosa garantiu que não ficaria omisso, porém ressaltou que diversas outras já haviam sido apresentadas e que a última embasou decisão judicial que emperrou o processo por cerca de três meses e atrasou o início das obras. Garantiu ainda que o projeto foi conduzido dentro da legalidade e classificou como absurda a denúncia de pagamento de propina a funcionários do Estado.