Deputados estaduais, a presidência do Tribunal de Justiça (TJ) e interlocutores do governo estadual discutem nesta terça-feira (1°) o veto do governador Blairo Maggi à emenda parlamentar de R$ 12 milhões ao Judiciário no Orçamento 2008. A retaliação desencadeou na semana passada uma verdadeira crise entre os Poderes, inflamando discursos na Assembléia Legislativa. Numa manobra lançada na Assembléia, a apreciação do veto condiciona a retomada da pauta de votações na Casa. Com isso, nas últimas duas sessões realizadas no Parlamento, na semana passada, não houve a tradicional ordem do dia nas sessões. A estratégia se deu diante de uma verdadeira celeuma entre deputados. Num acordo original, 15 dos 24 parlamentares assumiram junto ao Tribunal de Justiça tanto a emenda quanto a derrubada de um possível veto do Executivo. Agora, há pelo menos quatro dissidentes. Com o esvaziamento, mesmo que parcial, não há a maioria simples de 13 votos exigida regimentalmente à derrubada do veto imposto pelo governador. Ainda na segunda-feira, a expectativa é que Maggi se reúna com alguns parlamentares na tentativa de contornar a turbulência política. Segundo informações, nesta segunda-feira, o chefe do Executivo se reúne, no Palácio Paiaguás. com o presidente do Legislativo, Sérgio Ricardo (PR), e com os deputados Mauro Savi (PR) e Alexandre Cesar (PT), líder e vice-líder do governo, respectivamente, para discutir os primeiros encaminhamentos no sentido de manter o veto. Até o fechamento desta edição, o encontro não estava na agenda oficial do governo. A inclusão da emenda de R$ 12 milhões na peça orçamentária teve como principais sustentáculos a manutenção de varas e comarcas em várias pontos do interior do Estado e a garantia de aditivo à verba indenizatória paga aos oficiais de Justiça. Com a fatia extra, o quinhão orçamentário reservado ao tribunal passaria de R$ 363,062 milhões a R$ 375,062 milhões este ano. (JS)