A presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT), ainda não confirmou a saída do ministro da Agricultura, Neri Geller (PMDB), do comando da Pasta. A petista teria escolhido a senadora Kátia Abreu (PMDB) para ocupar o cargo. Entretanto, a senadora peemedebista não teria o apoio de grande parte dos deputados de senadores de sua legenda. O ministério da Agricultura faz parte da cota do PMDB no governo. Um dos descontentes, e que apoiam a permanência de Neri, é o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS). Em declaração ao jornal Valor Econômico, o parlamentar afirma que grande parte da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) tem resistência ao nome da senadora. Já o ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e indicado a secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo, defende que Neri Geller é um grande quadro. Segundo ele, o peemedebista agrada muito ao setor, por ter um perfil arrojado, de gente que vai atrás e busca soluções para os problemas enfrentados por quem produz. REFORMA - A presidente ganhou a eleição usando o mote de governo novo, ideias novas e deve substituir boa parte dos seus ministros. A reforma começou com o anúncio dos nomes da nova equipe econômica do Planalto. Apesar de ter sido opositora aos mandatos do ex-presidente Lula (PT), a senadora Kátia Abreu mantém boa relação com Dilma e foi uma das poucas personalidades ligadas ao agronegócio a participarem da campanha da petista na TV. SEM REPRESENTATIVIDADE Caso a saída de Neri do primeiro escalão do governo seja confirmada, Mato Grosso passa a ficar sem representatividade entre os ministros de Estado. O peemedebista foi o quinto oriundo de Mato Grosso a assumir o comando de um Ministério no governo federal. Apesar de ser gaúcho, Neri veio para Mato Grosso, mais precisamente para Lucas do Rio Verde, quando na região só existiam assentamentos. Começou como agricultor familiar até se tornar um grande produtor.